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Condomínios terão a opção de contratar guardas patrimoniais
O Sindicato Patronal dos Condomínios do Estado de São Paulo (Sindicond) assinou recentemente a Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2010 com a Federação dos Trabalhadores e Vigilância Privada, Transporte de Valores, Similares e Afins do Estado de São Paulo (Fetravesp).
A convenção assinada é retroativa a 1º de outubro de 2008. Na ocasião foi fixado em R$ 664,36 o valor do salário base do Guarda Patrimonial sem discriminação entre homens e mulheres, para uma jornada semanal de 44 horas tendo por divisor 220 horas para a obtenção do salário hora normal, que servirá para o cálculo da remuneração do adicional noturno, horas extras e consectários salariais, sendo um trinta avos do piso, o salário do dia. A cesta básica também teve alteração e passa a valer agora para a categoria o valor de R$ 72.
O Sindicond também fechou a Convenção Coletiva com o Sindicato dos Vigilantes de Limeira (Sindvigilim), que abrange, também várias cidades da região. Para o presidente do sindicato, José Luiz Bregaida, com a assinatura da Convenção Coletiva, os moradores de condomínios terão um profissional treinado para melhor atendê-los. “A assinatura da Convenção entre Sindicond, Fetravesp e Sindvigilim é a garantia de que os condomínios terão a opção de contratar guardas patrimoniais que estão capacitados para cuidar da segurança dos moradores de condomínios. Estes trabalhadores passam por treinamentos periódicos e anualmente o sindicato e a federação verificam os antecedentes criminais deles, para maior segurança dos condomínios”, falou Bregaida.

REPRESENTAÇÃO

Como mostrou a Gazeta no mês de outubro, o presidente do Sindicato dos Empregados em Condomínios Residenciais Comerciais ou Mistos de Limeira (Siecod), Mateus Calefi, disse que o sindicato patronal que representa a categoria no Estado de São Paulo é o Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi). Porém, segundo Bregaida, essa afirmação é errônea. “Quem representa a categoria é o Sindicond, além disso, o Secovi não faz parte da nossa categoria eles são apenas colaboradores”, revelou.
Bregaida ressaltou que o Siecod, assim como outros sindicatos da região não realizam cursos para qualificação e aperfeiçoamento de funcionários. “É claro que o sindicato usa o dinheiro da cobrança da categoria para se manter, mas também precisa investir em cursos para melhorar os profissionais”, apontou.
Bregaida comentou que alguns sindicatos da região estão abusando das cobranças feitas por eles aos trabalhadores. Conforme disse o presidente do Sindicond, aqui em Limeira, o Siecod está cobrando mais do que o normal. “Geralmente é cobrado 10% ao ano do salário do trabalhador. Em Limeira eles cobram cerca de 35% ao ano”, salientou. Bregaida contou que vários trabalhadores da categoria acham que ele é conivente com essa cobrança, no entanto, o presidente discorda. “Denunciamos ao Ministério Público vários sindicatos que realizam abuso de cobrança”, completou. (CT)
 
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