Central de Atendimento: (19) 3404-3700 | Assinatura: (19) 3451-2100

Capa

80 anos - Promoção
Artigos & Colunas
Bastidores
Bate Pronto
Biodiversidade
Caderno de Lazer
Cinema
De Olho na TV
Dois Toques
Educação
Em Família
Em Tempo
Enfoque
Esportes
Gazetinha
Geral
Giro Nacional
Jornal da Mulher
Local
Painel Esportivo
Panorama
Política
Ponto Um
Prêmio de Literatura
Região
Segunda Esportiva
Segurança
Texto&Contexto
Tô on-line
Vídeos
Viver Mais
O Jornal
Assine
Anuncie
Clube do Assinante
Fones úteis
Política de privacidade
Fale conosco
 

Da redação
Bastidores
Circulando
Enfoque
Jornal da Mulher
Lazer
Painel Esportivo
Prisma
Texto&Contexto
 

 

 

  Notícia >> Em Família  (14/9/2008)
 
 
Como os jovens encaram a própria sexualidade



Com o objetivo de entender o que pensa o jovem brasileiro, estudo realizado pelo Portal Educacional investigou o comportamento de cerca de 6.300 estudantes em todo País

Como o jovem brasileiro encara a questão da sexualidade? Esta foi a pergunta que mobilizou 6.308 alunos de escolas particulares de todo o Brasil no projeto “Este Jovem Brasileiro”, desenvolvido pelo Portal Educacional (www.educacional.com.br) com a participação do psiquiatra Jairo Bouer, integrante da equipe idealizadora do projeto. A iniciativa teve por objetivo compreender a relação dos jovens com o tema, para estimular ações educativas que ajudam a minimizar comportamentos de risco. Trazendo o assunto no formato de uma pesquisa on-line, com questões de múltipla escolha, o projeto “Este Jovem Brasileiro” mensurou como os jovens se comportam frente a temas delicados como o uso de camisinha, anticoncepcionais convencionais e também a pílula de emergência (pílula do dia seguinte), isso sem falar da multiplicidade dos parceiros sexuais. Os resultados indicaram que 86% dos jovens já “ficaram” pelo menos uma vez na vida e, no momento em que responderam ao questionário, apenas 20% estavam efetivamente namorando. O estudo também revelou que os namoros nesta faixa etária tendem a ser curtos, e um quarto deles dura apenas de 1 a 3 meses.

Subsídios

“A execução do projeto foi um verdadeiro sucesso! Afinal, conseguimos mobilizar alunos de todo o Brasil para discutir um tema importante, porém de maneira mais leve e cuidadosa”, afirma Andréa Maia de Santana, gerente da Central de Projetos do Portal Educacional. “O sucesso da pesquisa é o anonimato dos alunos que participaram, pois, muitas vezes, ajuda aqueles que têm dificuldade de falar sobre o assunto. Agora, com os dados apurados, as escolas têm em mãos ricos subsídios para desenvolver propostas educativas interessantes e adequadas ao perfil destes jovens”, complementa a educadora. Os resultados da pesquisa foram avaliados pela equipe multidisciplinar do Portal Educacional e também pelo especialista Jairo Bouer. Segundo o psiquiatra, que é referência nacional em saúde e comportamento dos jovens, os dados identificam alguns pontos frágeis, que merecem reflexão dentro e fora da sala de aula. No que diz respeito às relações sexuais, por exemplo, os números apontam que com as meninas a primeira vez acontece, geralmente, aos 15 anos e, no sexo oposto isso acontece um ano antes. Também se observa que há menor rotatividade de parceiros entre as meninas. A maior parte das garotas - mais de 70% -, teve relações sexuais com companheiros fixos, provavelmente namorados. Já a maioria dos garotos - 57% - relata experiências com parceiras eventuais.

Imaturidade

Outros dados críticos revelam que, devido à imaturidade e à falta de informação, somente 38% dos entrevistados usam outro método anticoncepcional além da camisinha. Além disso, apesar de usarem com relativa freqüência a camisinha, a pesquisa revela também que quase a metade das meninas que teve relações sexuais já achou que poderia ter engravidado. Dessas, 31,5% recorreram à pílula de emergência (pílula do dia seguinte).

Ações educativas

Os resultados gerais da pesquisa, com os números da sondagem e as conclusões de Bouer, estão publicados no Portal Educacional e as escolas participantes que atingiram uma amostra significativa estão recebendo seus números individualizados, com a recomendação de que sejam transmitidos aos alunos e discutidos junto com os professores para delinear estratégias capazes de diminuir a exposição a situações de risco e melhorar o rendimento na escola. O anonimato dos participantes que responderam à pesquisa é obviamente garantido.
E para quem questiona o valor de pesquisas feitas pela internet, Andréa Santana ressalta que, embora possam ser alvo de críticas quanto à suposta ausência de cientificidade na sua elaboração, “qualquer investigação sobre a realidade que adote critérios objetivos e racionais no desenvolvimento e na coleta dos dados, e que conte com tratamento rigoroso e anônimo das respostas está, em maior ou menor medida, reproduzindo um procedimento científico”.
Para este segundo semestre, o projeto “Esse Jovem Brasileiro” está promovendo um concurso com o tema “Camisinha: mantenha essa idéia ativa!”. Nele, os alunos são convidados a usar a criatividade e elaborar materiais como cartazes, vídeos e jingles, que devem ser enviados para serem julgados pela banca examinadora até o dia 17 de setembro. Os melhores trabalhos serão premiados com MP3 e o audiolivro “Garotas/Garotos perguntam – Dr. Jairo Bouer responde”. A escola que tiver o trabalho premiado em 1º lugar também ganha uma visita do Dr. Jairo Bouer.

Na sala de aula

Falar sobre sexo na sala de aula sempre é uma experiência inovadora, porque o tema gera muita curiosidade e atrai a atenção de todos os alunos. A afirmação é de Margarete Ruberto do Colégio Portinari. “Esse assunto precisa ser inserido sempre, desde a primeira série, claro que respeitando os limites de interesse e a idade dos alunos. A escola tem um projeto onde todos os professores, não somente os da área de ciências e biologia, são devidamente preparados para conversar com a classe sempre que o tema entra em pauta. Há inclusive a caixa de perguntas, onde os estudantes inserem suas dúvidas sem precisar se identificar e esses temas são debatidos e explicados em classe. Já no ensino médio, de acordo com Margarete, os alunos tem também além dos ensinamentos sobre biologia e ciências, um espaço para debater sobre como as mudanças hormonais podem influenciar nos comportamentos de meninos e meninas e os assuntos como TPM, cólica menstrual, uso de preservativo, importância de se consultar um profissional da saúde como o ginecologista e o urologista estão sempre sendo comentados. Sexualidade é um termo amplamente abrangente que engloba inúmeros fatores e dificilmente se encaixa em uma definição única e absoluta. A educadora reforça que teoricamente, a sexualidade assim como a conhecemos, inicia-se juntamente à puberdade ou adolescência, o que deve ocorrer por volta dos 12 anos de idade (Art. 2º - Estatuto da Criança e do Adolescente). Entretanto, em prática, sabemos que não se configura exatamente desta forma.
O termo “sexualidade” nos remete a um universo onde tudo é relativo, pessoal e muitas vezes paradoxal. “Pode-se dizer que é traço mais íntimo do ser humano e como tal, se manifesta diferentemente em cada indivíduo de acordo com a realidade e as experiências vivenciadas pelo mesmo”, completa.

Sexualidade

Para a sexóloga e ginecologista Maria Ester Vieira, a noção de sexualidade como busca de prazer, descoberta das sensações proporcionadas pelo contato ou toque, atração por outras pessoas (de sexo oposto e/ou mesmo sexo) com intuito de obter prazer pela satisfação dos desejos do corpo, entre outras características, é diretamente ligada e dependente de fatores genéticos e principalmente culturais. O contexto influi diretamente na sexualidade de cada um.
“Muitas vezes se confunde o conceito de sexualidade com o do sexo propriamente dito. É importante salientar que um não necessariamente precisa vir acompanhado do outro. Cabe a cada um decidir qual o momento propício para que esta sexualidade se manifeste de forma física e seja compartilhada com outro indivíduo através do sexo, que é apenas uma das suas formas de se chegar à satisfação desejada. Sexualidade é uma característica geral experimentada por todo o ser humano e não necessita de relação exacerbada com o sexo, uma vez que se define pela busca de prazeres, sendo estes não apenas os explicitamente sexuais. Pode-se entender como constituinte de sexualidade, a necessidade de admiração e gosto pelo próprio corpo por exemplo, o que não necessariamente signifique uma relação narcísica de amor incondicional ao ego”, explica.
A médica ainda frisa que existem diferentes abordagens do tema que variam de acordo com concepções e crenças convenientes a cada um. Em alguns lugares pode-se encontrar visões preconceituosas sobre o assunto. Em outros, é discutido de forma livre e com grande aceitação de diferentes olhares ao redor do termo. Algumas vertentes da psicologia, como a psicanálise Freudiana, consideram a existência de sexualidade na criança já quando nasce. Propõe a passagem por fases (oral ,anal, fálica) que contribuem ou definem a constituição da sexualidade adulta que virá a desenvolver-se posteriormente.
Seja qual for a sua visão íntima sobre o assunto, é interessante que se possa manter uma relação de compreensão e aceitação de sua própria sexualidade. O esclarecimento de dúvidas e a capacidade de se sentir vontade com seus desejos e sensações, colabora imensamente ao amadurecimento desta, o que gera sensação de conforto e evita conflitos internos provenientes de dúvidas e medos, gerando uma experiência positiva e saudável.

De pai para filho

Dra. Maria Esther acha fundamental que o tema não seja tabu dentro de casa. “Embora os adolescentes recebam muita informação a respeito nem sempre as colocam em prática. E essa noção de se ter responsabilidade com o outro e também com o próprio corpo é uma lição que se aprende desde a mais tenra idade. Não adianta falar para criança, por exemplo, que é importante tomar banho se não mostrar a ela a “responsabilidade” e o que “implica” o não tomar banho. Outro exemplo, se uma criança vai lavar a louça, não adianta dizer a ela como se lava se não orientar que ela precisa tomar cuidado com o copo que é de vidro e pode quebrar e provocar com isso um ferimento. O pai e a mãe não devem proibir a criança de pegar uma faca na gaveta, deve mostrar a ela como se segura o objeto para não provocar acidente, e com a sexualidade também pode ser assim, de forma direta e simples, mas sempre com responsabilidade, avisa.”

PORTAL EDUCACIONAL
Criado em 2000 e contando com toda a credibilidade e experiência em sala de aula do Grupo Positivo, o Portal Educacional é mantido por uma equipe multidisciplinar da divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática. São 200 pessoas envolvidas diretamente no desenvolvimento e atualização do conteúdo, além de diversos colaboradores como Celso Antunes, Jairo Bouer, Rubem Alves e Ziraldo, O Portal Educacional é um ambiente com milhares de informações organizadas e avaliadas para Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, ao qual escolas particulares de todo o Brasil podem se associar, mantendo suas próprias homepages e disponibilizando serviços e conteúdos personalizados, como a Oficina do Texto que contabiliza a produção de milhares de obras diferentes, entre livros e jornais.
 
 






  Quem será o camapeão brasileiro no próximo domingo?
  Corinthians-SP
  Vasco-RJ
 

 

 

 

 
 
Matriz: Rua Senador Vergueiro, 319 - Centro - Limeira - CEP 13480-000 - Central de Atedimento e Redação: +55 (19) 3404.3700 - Assinatura: (19) 3451-2100
© Gazeta de Limeira 2004. Todos os direitos reservados. Desenvolvimento: POSITIVA design