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  Notícia >> Janela do João  (21/9/2008)
 
 
O RX de um tenista limeirense, hoje professor

Hoje vamos falar de um limeirense que por longos anos nos representou no tênis. De família toda ela dedicada a esse esporte, ele partiu para essa modalidade a pedido de seu pai e nunca mais parou. Hoje é professor e procura passar para as pessoas, em especial para as crianças com se prática, o tênis. Já conquistou vários títulos quando representou nossa Limeira em Jogos Regionais e Abertos. Ele fala com orgulho de outras conquistas como torneios e competições intenacionais.

Carlos Eduardo Soares, nasci em Limeira em 13 de janeiro de 1958, tenho 50 anos e 1m83 de altura.
Tenho um filho, o Thiago Soares
Como melhor qualidade entende que é ser hoje professor de tênis.
Maior defeito é ser perfeccionista demais.
Como qualidade nas mulheres, entende que seja a sinceridade e no homem a honestidade.
Diz conhecer muita gente, mas que amigos de verdade são poucos, até por jogar um esporte individual, onde sempre conviveu muito mais profissionalmente do que ter uma amizade sencera. Como vivia sempre viajando, não conseguiu formar um grande círculo de amizade, mas os que fez são honenestos.
Carlos Soares no início de sua vida, ainda bem garoto, tentou jogar futebol. Era ponta-esquerda no E.C. Estudantes nos anos 70. Seu pai como era um adepto do tênis acabou por forçar a barra obrigando ele a jogar tênis.
Meus pais são o João Américo Soares e Maria de Souza Soares. Somos em 4 irmãos, João Soares (Joãozinho),Valter Cândido Soares, Maria Elizabete e eu.
Trabalhou somente nesse ramo, como jogador e professor. Estudou e se dedicou inteiramente ao tênis. Morou nos Estados Unidos onde fez cursos e se aprimorou em educação física.
Como melhor performace entende que foi no ranking na ATP, quando chegou a ser 527 do mundo.
Conta que em se falando de dinheiro mais gastou do que ganhou.
Acredita que tenha faltado um pouco mais de determinação de sua parte e uma ajuda financeira maior. Antigamente era muito difícil jogar. Tudo era muito longe e os melhores torneios sempre foram nos Estados Unidos e na Europa. Para participar de tudo isso tinha que ter boa base, bastante dinheiro devido aos custos e as premiações não eram tão boas como são hoje.
Enfrentou o norte-americano Jimmy Arías, que na época era o número 3 do mundo. Hoje ele é comentarista da ESPN Internacional. Quanto ao torneio mais importante foi em Itaparica, em Salvador, na Bahia.
Ele guarda todos os troféus com muito carinho e as medalhas estão em uma galeria em sua casa.
Carlos está ensinando tênis desde janeiro deste ano e voltou a morar em Limeira, sua terra natal.
Conta com orgulho que tem em torno de 90 alunos nas quadras do Tintori Tennis, instalada na Avenida Araras, próximo a Citropectina. São alunos dos 10 aos 60 anos. Fala com orgulho que tem conseguido passar para seu alunos tudo aquilo que aprendeu ao longo de sua carreira no tenis.
Na escola, segundo suas palavras, existem dois alunos, que embora não estejam sob seu comando, estão despontando para o tênis, são eles Pedro Dalfré e Rafael Parolli, ambos com 18 anos e com grande possiblidade para dar certo nessa modalidade.
Carlos Soares fala com segurança que em sua época era muita mais difícil jogar tênis. Hoje existe toda um estrutura montada. Hoje nos comunicamos com mais facilidade via internet, telefone etc. No passado tudo era mais caro e mais difícil. Hoje temos grande torneios de tênis em plena América do Sul. Para quem não sabe, temos torneios todos os finais de semana da Federação Paulista e da Confederação Brasileira de Tênis.
Falou que jogou até 2005 e disputou um torneio mundial master nos EUA, ficando com a quarta posição em duplas e na simples foi eliminado nas oitavas-de-finais.
Carlos falou que o tênis teve uma fase ruim, período que tinha um ídolo. Foi antes de Gustavo Kuerten (Guga). Nós tivemos que percorrer uma parte muito difícil, pois não tínhamos aqui no Brasil uma referência. Era complicado jogar e trabalhar com o mundo do tênis. Quando surgiu o Guga, meio que do nada, ele logo ganhou o importante Torneio de Roland Garros e já estava entre os 70 melhores do mundo. Quando ele surgiu no Brasil, o nosso tênis deu um pulo muito grande. A mídia passou a divulgar mais e isso despertou em muita gente a vontade de jogar e praticar o tênis. Infelizmente muita gente são soube aproveitar o nome de Guga. Ele foi ao ponto máximo e infelizmente não apareceu mais ninguém para substituí-lo. Hoje, na minha opinião, o tênis no Brasil voltou a estaca zero.
Na visão de Carlos Soares, para ser um bom tenista é preciso muita aplicação, dedicação e um pouco de dinheiro. Para se jogar amistosamente não é um esporte caro e pode ser usado como hobby, mas para ser um jogador de competição, ele é caro sim. As viagens, equipamentos e um técnico para acompanhá-lo, o tornam muito caro sim.
Soares diz que para praticar o tênis não existe idade definda. Dos 7 aos 90 anos são todos bem vindos. Meu pai diz ele jogou tênis até os 82 anos. Bem perto da morte ele ainda brincava um pouco e sempre foi um apaixonado, tanto é verdade, que como falei no início, fui primeiro jogar futebol por influência de meus amigos, mas o tênis já fazia parte de minha família.
Perguntado sobre a sua parada e se teve alguma contusão séria, Carlos nos contou que felizmente nunca se contundiu e que parou por falta de estímulo para jogar torneios. O maior problema era o custo da modalidade, onde era obrigado às vezes ficar uma semana longe de Limeira para jogar, custeando todas as despesas.
Nosso tenista professor entende que jogar é mais fácil do que ensinar, porque depende de cada um. Sou um apaixonado pelo tenis e fico à frente da tv o tempo todo que houver um jogo de tênis. A modalidade é muito dinâmica e a cada situação é um jeito de se bater na bola e de se posicionar. Esse é o motivo do jogo de tênis ser algo excitante, uma adrenalina só. Quem joga tênis sabe do que estou falando. A gente usa isso na própria vida no dia-a-dia.
Minha felicidade é poder colocar minha cabeça no travesseiro e dormir em paz. Pensar que fiz o melhor possivel nesse dia.
Uma grande tragédia é não poder mais ver meu filho. (resposta com lágrimas nos olhos e emocionado)
Não me arrependo de nada e acho que faria tudo outra vez.
Se não fosse Limeira, gostaria de morar na praia
Minha maior força está no meu coração.
Gosto da cor azul e meu escritor preferido é Sydnei Cheldon. Gosto também dos Paralamas do Sucesso e dos Titãs.
Meus heróis são meu pai e meu irmão Joãozinho.
Gosto da palavra “Coragem” e detesto “Vingança”
Gostaria de ter o poder de curar as pessoas com doenças graves.
Para ele o defeito mais difícil de perdoar é a traição.
Sua viagem perfeita foi para o Chile
O amor maior de sua vida é a família.
Sua frustração é não ter chegado como tenista entre os 100 melhores do mundo.
A parte mais bonita de um corpo feminino são as costas
Seu time do coração é Corinthians.
Como mensagem fina, agradece a opotunidade, a Deus a a família, porque se não fossem eles, não estaria aqui hoje e convidou toda população para conhecer e praticar o tênis na Tintori
 
 






  Você acha que as comemorações da Semana da Pátria estão morrendo e tendem a desaparecer do calendário cívico nacional?
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