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  Notícia >> Lendas urbanas virtuais  (30/3/2008)
 
 
Antes de se alarmar e deixar de ir a cinemas e teatros, com medo de pegar Aids, saiba que esta é apenas mais uma das inúmeras lendas urbanas que se propagam há décadas mundo afora e que, na internet, ganharam fôlego e roupagem novos, muitas vezes para espalhar vírus e fraudes. A rapidez com que essas hoaxs se espalham pelo mundo virtual é tanta que o tema mereceu uma tese de doutorado, defendida no fim do ano passado na Universidade de São Paulo (USP). E desta vez não é conto da carochinha.

— Muitas dessas histórias são antigas e circularam por vários países antes mesmo de chegar à internet. Só mudam cenário e personagens. A da seringa, por exemplo, é a reencenação de uma história que assombrou mulheres nas primeiras décadas do século passado. Naquela época, dizia-se que estranhos poderiam injetar-lhes morfina em bancos de transportes públicos, para levá-las para uma vida de vergonha. Com a Aids, na década de 80, essa lenda ganhou nova versão, e mais força agora com a web — explica o professor de inglês Carlos Renato Lopes, autor da tese.

Pega-trouxa

De 2003 a 2007, Lopes analisou mais de 12 mil e-mails e posts, muitos deles retirados do Snopes.com (www.snopes.com), site americano que traz fóruns de discussão sobre hoaxs. Neste tempo, se deparou com histórias das mais absurdas possíveis, mas que, por incrível que pareça, ainda pegam muita gente no mundo todo. E como muitas são usadas como chamariz para fraudes virtuais ou trazem links que acionam vírus, pode-se imaginar que o número de vítimas é infinitamente grande.

— As pessoas acreditam pelo apelo do absurdo e porque as mensagens também trazem algo de plausível, como o nome de uma instituição respeitável, de um especialista conhecido... E muitas dessas histórias nascem de um fato real, que vai tendo acrescentados os detalhes fictícios. Depois, nos chegam por e-mail como se fossem verdades — diz o pesquisador, acrescentando que, por acreditarem na hoax, os internautas acabam retransmitindo-a em correntes intermináveis pela internet.

Do Brasil para o mundo

Logo no início da pesquisa, em junho de 2003, Carlos Lopes se deparou com um e-mail sobre a morte do pai da modelo Daniela Sarahyba. Investigando o caso, se surpreendeu ao descobrir que boa parte da narrativa era verdadeira, e que a base verídica da história ganhou, ao longo dos anos, novas nuances em hoaxs divulgadas em outros países.

O e-mail relatava que o advogado Orlando, pai da modelo Daniela Sarahyba, morreu de leptospirose após passeio de lancha em Angra dos Reis. Um exame revelaria que as latas da cerveja que ele consumiu no barco estavam infestadas de urina de rato, o que teria causado a infecção.

A mensagem não dizia quando o fato teria ocorrido. Foi na enciclopédia virtual Wikipedia (www.wikipedia. org) que Lopes encontrou o primeiro indício de que havia algo verdadeiro na história. O texto sobre a modelo dizia que seu pai tinha, sim, morrido de leptospirose em 1994. E mais: já atestava que uma lenda urbana falava da suposta contaminação pela lata, mas que ele, de fato, teria contraído a doença ao molhar o pé ferido em água contaminada.

Tempos depois, em outubro de 2001, o pesquisador leu uma entrevista da modelo na revista “IstoÉ Gente”, em que contava o drama da morte do pai pela leptospirose, quando ela tinha 10 anos. Orlando faleceu dias depois do passeio de lancha em Angra, ao qual Daniela esteve presente.

Em 2002, então, ao ler um artigo do sociólogo francês Florian Dauphin sobre rumores eletrônicos, publicado na revista “Sociétés”, Lopes descobriu que a mesma lenda, com texto praticamente inalterado — mas com outros personagens e cenários — circula desde 1998 nos EUA, tendo sido adaptada em 2001 também para o francês.

Elaine Duim
 
 






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