Festas noturnas no final de semana irritam limeirenses
As festas noturnas perturbaram os limeirenses no último final de semana. No domingo, um morador do Residencial Portal dos Nobres, na zona rural, registrou um boletim de ocorrência.
A primeira revolta aconteceu no sábado, no bairro Santa Adélia. De acordo com a moradora D.R., pelo segundo ano consecutivo a escola municipal Professora Jamile Caran foi utilizada pelos alunos do cursinho pré-vestibular da Prefeitura para a realização de uma festa. “Os moradores passaram a noite acordados em função do som alto do microfone, buzina de navio, gritos, palmas, assobios e palavrões. Isso por volta da 0h30”, relatou. Ela afirmou que tentou contato com as autoridades. “A Guarda Municipal (GM) enumerou as ocorrências de desordem que tinha que verificar para depois enviar uma viatura na escola. Posteriormente, tentei a Polícia Militar (PM). Fui atendida por um soldado que perguntou diversas vezes o nome da rua da instituição para enviar uma viatura. No entanto, não encontrou e informou que era novo no cargo e estava com dificuldades em encontrar a rua no sistema. Segundo ele, o sistema de atendimento da PM havia sido transferido para Piracicaba, por isso a dificuldade em encontrar o local”, informou. D. afirmou que a festa durou até as 6h30 do dia seguinte.
ZONA RURAL
Os moradores da zona rural também foram incomodados pelas festas. No domingo, foi entregue à polícia um abaixo-assinado com mais de 20 assinaturas de proprietários de chácaras no Residencial Portal dos Nobres. Além da lista, um boletim de ocorrência foi registrado. Um dos moradores, S.M.L., disse que as festas acontecem a cada 15 dias. “São eventos com mais de dez horas de duração, conhecidos como ‘Festa Rave’. Porém, a principal reclamação é o som alto e o prejuízo no dia seguinte. Os moradores se deparam com camisinhas, garrafas de refrigerante e lixo”, conta. S. disse no plantão que a festa iniciou por volta das 16h de sábado e encerrou às 6h de domingo. “A população não está preocupada com a duração do evento. Pedimos apenas que respeitem as leis refentes aos horários e à altura do som”, completa.
PROJETO DE LEI
Em entrevista à Gazeta, a vereadora Nilce Segalla (PTB) disse que há um projeto de lei para controlar as festas raves. “O projeto já foi aprovado pela comissão de Justiça e atualmente aguarda a aprovação da Saúde. O objetivo é controlar os horários desses eventos, além da disponibilização de médicos. Outra requisição será o alvará do Corpo de Bombeiros, liberando a realização da festa, e o ajuste de volume do som. Há multas previstas para quem não cumprir as normas”, explicou. A reclamação da festa na escola municipal foi encaminhada à Secretaria da Educação. (DM) |