AME O corte do convênio do governo estadual com a Santa Casa para a realização de exames no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) está mal explicado. Depois de a Prefeitura ceder o prédio e o serviço funcionar bem por mais de um ano, atendendo inclusive pacientes de outras cidades da região, agora tudo pode acabar.
AME II Sem a realização dos exames o trabalho do AME, de fazer o encaminhamento dos pacientes para os especialistas perde o sentido. E o próprio prefeito Silvio Félix está estranhando a postura da Secretaria Estadual de Saúde, pois o convênio previa que o pagamento dos exames complementares caberia ao Estado.
AME III Félix precisa cobrar o governador para reverter essa posição. Sábado o governo estadual anunciou a criação de mais um AME, na cidade de Promissão, para atender a 13 municípios daquela região. Será que depois de alguns meses as verbas para exames também vão ser cortadas, como ocorreu em Limeira?
ANALFABETISMO Levantamento do IBGE com dados do Censo 2010 mostra que quase 4% dos limeirenses (9.104) são analfabetos, isso sem contar aqueles que omitem essa informação. Em 2000 eram 11.155 pessoas nessa situação.
ANALFABETISMO II Esse porcentual vem caindo nos últimos anos, mas ainda é considerável, principalmente entre os mais idosos, que na maioria das vezes, não procura ajuda por vergonha de assumir que é analfabeto.
OVERDOSE Matéria publicada ontem pela Gazeta, ouvindo especialistas, mostra que a cidade ainda precisa de mais atenção no tratamento de dependentes químicos. Mesmo com os 20 leitos de uma clínica de reabilitação, com recursos do governo federal, e mais o trabalho do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Álcool Drogas (AD), a quantidade de jovens que precisam de atendimento vem crescendo muito.
MAIS ASSISTÊNCIA O dr. Roberto Fosco, que é perito em verificação de dependência toxicológica e sanidade mental, do Núcleo de Perícias Médico-Legais de Campinas e Região, cobra ampliação da assistência à saúde mental. Ele lembra que os jovens precisam de auxílio médico e psicológico para impedir que “cheguem a um estágio lamentável” e, muitas vezes, sem volta, como foi o caso da cantora inglesa Amy Winehouse.
José Antônio Encinas |