Sobre dicas de finanças sobre o pagamento do IPVA
O início do ano traz consigo uma série de despesas
obrigatórias para os motoristas, e o pagamento do IPVA está entre as
principais. Diante das opções de quitação à vista, com desconto, ou
parcelamento sem juros, muitos contribuintes ficam em dúvida sobre qual escolha
é mais vantajosa do ponto de vista financeiro. A decisão, no entanto, vai além
do percentual de desconto oferecido pelo Estado e deve levar em conta fatores
como rentabilidade de investimentos, organização do orçamento e preservação da
liquidez. A seguir, explicamos em quais situações pagar o IPVA à vista faz mais
sentido, quando o parcelamento é a melhor alternativa e como lidar com o
imposto de forma menos onerosa para o bolso.
Em termos financeiros puros,
quando costuma valer mais a pena pagar o IPVA à vista?
Em relação ao pagamento do IPVA, vale mais a pena pagar o
IPVA à vista quando o desconto oferecido pelo Estado é maior do que o
rendimento líquido que o dinheiro teria se ficasse aplicado no mesmo período.
Em geral, se o desconto gira entre 3% e o contribuinte não tem investimentos
que superem isso líquido de impostos, o pagamento à vista tende a ser
financeiramente mais vantajoso.
Como o motorista deve comparar o
desconto do IPVA à vista com o rendimento que esse dinheiro teria se ficasse
aplicado?
O motorista deve comparar o desconto percentual do IPVA
com a rentabilidade líquida e segura de investimentos, como por exemplo, uma
aplicação no Tesouro Selic ou CDB pós-fixado, ambos com resgates diários, e
considerando o prazo até a última parcela. Se o desconto for de 3%, o dinheiro
precisaria render mais que 3% líquido no mesmo período para compensar não pagar
à vista, o que é raro em poucos meses, porém no cenário atual temos uma taxa Selic
de 15% ao ano, e no período total do parcelamento que pode ser em até 5 vezes,
o rendimento será maior do que o desconto oferecido, ou seja, o dobro!
Em que situações parcelar é
claramente a melhor escolha, mesmo que haja desconto para pagamento à vista?
Parcelar é a melhor escolha quando:
O contribuinte não tem reserva de emergência;
O pagamento à vista comprometeria o fluxo de caixa ou
geraria endividamento;
Seria necessário usar cheque especial ou cartão de
crédito;
O dinheiro está aplicado em algo com rentabilidade
superior em relação ao desconto ou com carência para resgate.
Nesses casos, preservar liquidez é mais importante que o
desconto.
Para quem está mais apertado,
qual a forma menos dolorosa de lidar com esse imposto?
A forma menos dolorosa é parcelar dentro das opções
oficiais do Estado, sem juros, e planejar o IPVA como despesa anual fixa,
evitando atrasos. Jamais vale a pena atrasar ou recorrer a crédito caro, pois
multas, juros e possíveis restrições ao veículo tornam o custo muito maior do
que qualquer desconto perdido.
Os atrasos podem ter implicações como por exemplo:
As multas podem chegar a 20% do valor do imposto!
Não conseguir emitir o CRLV do veículo;
Dirigir sem o licenciamento pode gerar uma multa
gravíssima e ter pontos em sua CNH;
O débito pode ser inscrito da Dívida Ativa do Estado e no
Cadin/Serviço de Proteção ao Crédito (SPC/Serasa). Por isso a melhor opção, é
tentar renegociar e tentar não atrasar o IPVA.
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