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Mães que o tempo não apaga

Queridos leitores, o tempo tem uma maneira curiosa de agir. Ele leva, transforma e amadurece. Mas há presenças que ele jamais consegue apagar. A figura da mãe é uma delas.

Neste Dia das Mães, quero convidar o leitor a olhar para além das flores e dos abraços do presente, e voltar o coração para aquelas mães que hoje vivem na memória, especialmente a mãe idosa, aquela que já enfrentou tantas batalhas silenciosas, criou, cuidou, renunciou e, muitas vezes, envelheceu discretamente, quase invisível aos olhos de uma sociedade que valoriza tanto a pressa e tão pouco a história.

A mãe idosa carrega no olhar um arquivo vivo de amor. Suas mãos, muitas vezes marcadas pelo tempo, já foram abrigo, alimento e consolo. Sua voz, talvez mais baixa hoje, já foi firme quando precisou educar e doce quando precisou acolher. Há uma sabedoria silenciosa nessas mulheres, uma sabedoria que não está nos livros, mas nas cicatrizes, nas escolhas e nos sacrifícios feitos sem plateia.

E há também aqueles que vivem este dia com um tipo diferente de saudade. Uma saudade que não cabe em palavras, mas que insiste em permanecer. Aos filhos que já não podem mais abraçar suas mães, deixo um abraço especial. Porque o amor materno não termina com a ausência física. Ele se transforma. Permanece nas lembranças, nos gestos herdados, nas frases repetidas sem perceber, nos valores que seguem vivos.

Hoje, falo também como filho.

Minha mãe, Sirlene Natal Rossi, já não está entre nós. Mas sua presença continua sendo uma referência constante na minha vida e na vida dos seus netos. Em muitos momentos, ainda me pego buscando nela respostas, orientação ou simplesmente o conforto que só uma mãe sabe oferecer. E talvez seja isso que define o verdadeiro amor materno: ele ultrapassa o tempo, a matéria e a própria vida.

Este texto, portanto, é uma homenagem à minha mãe, a todas as mães que partiram e seguem eternas no coração de seus filhos e também às mães idosas que ainda estão entre nós e merecem mais atenção, mais cuidado e mais escuta. Neste Dia das Mães, se você ainda tem sua mãe ao seu lado, abrace-a com presença, com verdade. Escute suas histórias. Valorize seu tempo.

E se você, como eu, carrega a ausência, saiba: o amor permanece. E é ele que nos sustenta.

Porque mãe não se perde.
Mãe se transforma em memória viva e memória, quando é feita de amor, nunca morre. Feliz dia das mães, boa semana!

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