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Aumento de acidentes por picada de escorpião no Brasil preocupa autoridades de saúde

O Brasil tem registrado um crescimento expressivo no número de acidentes causados por picadas de escorpião ao longo da última década, segundo dados do Ministério da Saúde citados pelo Governo do Estado de São Paulo. O fenômeno tem se intensificado em áreas urbanas e chama a atenção de especialistas do Instituto Butantan, que explicam que o aracnídeo se adapta com facilidade a ambientes modificados pelo homem, favorecendo sua proliferação e aumentando o contato com a população.

Os escorpiões, especialmente espécies como o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), prosperam em áreas urbanas por encontrar alimento (como baratas), água, abrigo e fácil acesso a ambientes humanos. Locais com lixo acumulado, entulhos e aberturas em ralos, calhas e tubulações facilitam a entrada dos animais nas casas. Além disso, a capacidade de adaptação e reprodução desses aracnídeos contribui para o aumento de casos.

Especialistas ressaltam que a maior presença de escorpiões nas cidades não é fruto de agressividade dos animais, mas sim de fatores ambientais e de urbanização, que criam condições ideais para sua sobrevivência. A expansão desordenada das áreas urbanas e a disponibilidade de abrigo e alimento próximo às residências elevam a probabilidade de encontros entre escorpiões e pessoas, resultando em mais acidentes.

A reportagem também destaca recomendações para reduzir o risco de picadas: manter ambientes limpos, vedar frestas e ralos, eliminar entulhos e resíduos e procurar atendimento médico imediato em caso de acidente.

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