CNJ vai priorizar combate à violência contra a mulher
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, anunciou ontem que o conselho terá este ano como prioridade o combate à violência contra a mulher. A declaração foi dada na primeira sessão do CNJ após o recesso, quando citou as prioridades do conselho para este ano.
"Conduziremos neste ano iniciativas importantes, especialmente de combate ao feminicídio e à violência contra meninas e mulheres", afirmou. A fala do ministro ocorre no momento em que o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é investigado em duas denúncias de mulheres que o acusam de importunação sexual.
Na semana passada, o conselho recebeu a primeira denúncia contra o ministro, que tem 68 anos de idade. Uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do ministro, o acusa de tentar agarrá-la durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido no mês passado, quando o ministro, a jovem e seus pais passavam férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.
No
início da semana o CNJ recebeu outra denúncia e abriu uma nova
apuração. Ontem o STJ decidiu afastar Buzzi da atividade jurisdicional para
apurar as denúncias. O ministro também é investigado por uma sindicância
interna, que deverá ser finalizada em 10 de março.
Em nota à imprensa, os advogados
Paulo Emílio Catta Pretta e Maria Fernanda Ávila afirmaram que o afastamento do
ministro é desnecessário e que não há “risco concreto à higidez procedimental
da investigação”. “Forma-se um arriscado precedente de
afastamento de magistrado antes do crivo do pleno contraditório. Aponta, por
fim, que já estão sendo colhidas as contraprovas que permitirão, ao fim, a
análise serena e racional dos fatos”, disse a defesa.
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