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Gazeta relembra o bicampeonato mundial da Seleção em 1962

Na série especial que resgata as capas históricas das conquistas da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, a Gazeta de Limeira relembra neste segundo domingo o bicampeonato mundial conquistado pelo Brasil em 1962, no Chile. Naquele período, o jornal circulava às terças-feiras, quintas-feiras e domingos e acompanhou com grande destaque a campanha brasileira rumo ao segundo título da história.

A edição de 17 de junho de 1962 anunciava a grande final entre Brasil e Tchecoslováquia, disputada no Estádio Nacional de Santiago. O clima de expectativa tomou conta do país e também de Limeira. A Gazeta ouviu autoridades, vereadores, esportistas e representantes da sociedade local para saber os palpites para a decisão. Em um dos trechos, o jornal registrava que o confronto era “indiscutivelmente, o assunto do momento em todo o mundo”, demonstrando a dimensão que o futebol já possuía entre os brasileiros.

Dentro de campo, a Seleção Brasileira chegava à decisão após uma campanha consistente. Dos 21 jogadores do elenco, 14 já haviam sido campeões mundiais em 1958: Gilmar, Djalma Santos, Mauro, Zito, Zózimo, Nilton Santos, Garrincha, Didi, Pepe, Pelé, Bellini, Vavá, Zagallo e Castilho. A eles se juntaram Amarildo, Jair Marinho, Jurandir, Orlando Peçanha, Moacir, Mengálvio, Tite e José Maria. O time era treinado por Aymoré Moreira, substituto de Vicente Feola. A equipe precisou superar a perda de Pelé ainda na fase de grupos, após lesão na segunda partida da competição. Coube principalmente a Garrincha assumir o protagonismo da campanha, sendo decisivo nas fases eliminatórias e considerado um dos grandes nomes daquele Mundial.

A final foi disputada em 17 de junho de 1962. A Checoslováquia abriu o placar com Masopust, aos 15 minutos do primeiro tempo, mas a reação brasileira foi imediata. Amarildo empatou aos 17 minutos, Zito virou o jogo aos 24 da etapa final e Vavá fechou o marcador aos 33 minutos, garantindo a vitória por 3 a 1 e o bicampeonato mundial para o Brasil. Com o resultado, a Seleção repetiu o feito conquistado quatro anos antes, na Suécia, tornando-se a segunda equipe da história a conquistar dois títulos mundiais consecutivos.

No domingo seguinte, a Gazeta estampou a conquista com um texto que traduzia o sentimento nacional e a escrita característica da época. “Parabéns, Brasil! Parabéns, bicampeão do mundo! ”, dizia o editorial, que agradecia à Seleção pela alegria proporcionada ao povo brasileiro. Com linguagem solene e patriótica, comum ao jornalismo dos anos 1960, o texto exaltava a grandeza do país e o orgulho de milhões de brasileiros que acompanharam a campanha pelo rádio. Mais de seis décadas depois, as páginas preservadas no acervo da Gazeta seguem como testemunho histórico de uma das maiores conquistas do esporte nacional e da forma como o jornal registrava os grandes acontecimentos de seu tempo. Com este resultado, o Brasil alcançava sua segunda Copa do Mundo, o mesmo que Itália e Uruguai. Uma vez no topo, de lá a Seleção Brasileira nunca mais saiu, até os dias de hoje. Mas esta é uma história que continua em 1970.


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