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Relatório aponta que Voepass burlava regras de manutenção antes de acidente

O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que a Voepass adotava práticas para burlar os prazos de manutenção de aeronaves antes da queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), que matou 62 pessoas em agosto de 2024. Segundo a investigação, a companhia registrava falsamente o reparo de equipamentos para reiniciar o prazo permitido de operação, mesmo sem corrigir as falhas. O documento também aponta omissão de defeitos no sistema de degelo da aeronave acidentada e classifica a prática como uma "normalização de desvios" na cultura organizacional da empresa. O Cenipa fez recomendações à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para reforçar a fiscalização. Em nota, a Voepass afirmou que sempre adotou padrões internacionais de segurança, destacou que colaborou com as investigações e manifestou solidariedade às famílias das vítimas.

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