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Mãe aciona Justiça contra pai de menino com arma em ato no RN

O Conselho Tutelar está acompanhando o caso da criança de 9 anos que aparece com uma arma sobre um carro durante comemoração da votação do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, na noite do domingo passado em Parnamirim (RN), cidade da Grande Natal.

A conselheira tutelar Amanda Melo afirmou que ouviu na manhã de hoje a mãe da criança, que informou ao órgão que não sabia que o filho estava no ato político com o pai, de quem é separada, e proibiu o contato dele com a criança até decisão judicial. "Ela recebeu o vídeo por amigos, porque viralizou muito rápido. Ela ligou para o pai desesperada, e ele foi deixar a criança na casa dela", conta Amanda, citando ainda que o menino "chorava muito, tentou dizer que o pai não tinha culpa, mas ela ficou muito estressada com a exposição".

Os vídeos da criança viralizaram nas redes sociais e geraram críticas de pessoas que classificaram o ato como uma falta de bom senso. Amanda diz que acionou de imediato a DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) para averiguar se houve prática de algum tipo de crime. "A gente já fez a comunicação ao MP, que também acompanha o caso".

Os pais do menino são separados há cerca de oito anos, mas nunca regularizaram a questão da guarda da criança. "Havia um acordo em que a mãe ficava com a criança na semana, e o pai nos fins de semana. Imediatamente após o caso, ela acionou a Justiça para fazer essa regularização".

Por ora, explica a conselheira, a mãe proibiu que o pai saia com a criança até que a Justiça se posicione sobre a guarda e que a investigação seja concluída. "Ela fez para proteger a criança, como medida de segurança. Ela diz que ele é um bom pai e ama o filho, mas errou ali". Sobre a criança, a mãe contou à conselheira que ela ficou muito abalada com a repercussão. "Estamos com as medidas de acompanhamento psicológico da criança. A mãe disse que ele ficou muito triste, chorava com vergonha, mas hoje melhorou: os amigos ligaram para ele, e ele voltou para a escola"

Nas suas redes sociais, a conselheira gravou um vídeo para explicar que, apesar de ser bolsonarista assumida com foto de perfil com a imagem e o número de Flávio Bolsonaro, não concorda com o ato do pai. 

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