Médica é afastada por orientar retenção de altas de pacientes nas eleições
A médica ginecologista e obstetra Marcella Segato de Sousa Melo foi afastada das funções no Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, e, segundo a direção da unidade, não deverá voltar a atuar no local. A decisão ocorreu após a divulgação de mensagens atribuídas à profissional em um grupo interno de médicos durante o período eleitoral.
Marcella é suspeita de orientar funcionários a "não dar alta a petistas" no fim de semana de eleição. Segundo a denúncia feita ao Ministério Público Federal, Marcella Segato de Sousa Melo, que é chefe da ginecologia e obstetrícia, teria enviado a mensagem na sexta-feira (2). Em nota, a maternidade informou que as manifestações ocorreram em um grupo interno e privado de profissionais médicos, não representando o posicionamento da administração do Hospital. De acordo com o hospital, a profissional foi retirada da escala de trabalho.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) disse que as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas pelo Cremego ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo. Disse ainda que solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias.
Segundo mensagens exibidas pela TV Anhanguera, a médica teria enviado a seguinte mensagem em um aplicativo de mensagens, fazendo referência à simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT):
"Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista".
Neste domingo (4), milhões de eleitores foram as urnas em Goiás para votar para os cargos de presidente, governador, deputado federal, deputado estadual e senador.
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