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Virada inédita dá 4º mandato a Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) para um quarto mandato à frente do Palácio do Planalto, ao vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 51,79% dos votos válidos, o equivalente a 64.256.232 votos, enquanto Flávio obteve 48,21%, com 59.826.041 votos. A vitória ocorreu após uma disputa acirrada e uma mudança na liderança durante a apuração.

Em seu discurso após a confirmação do resultado, Lula agradeceu aos eleitores e afirmou que a campanha foi marcada pela participação de diferentes segmentos da população. O presidente também declarou que pretende mudar a forma de governar. Durante a apuração, os dois candidatos se alternaram na liderança, até que o petista consolidou a vantagem.

A reeleição teve repercussão internacional, com manifestações de chefes de Estado e de governo que parabenizaram Lula e defenderam a continuidade das relações diplomáticas com o Brasil. Na União Europeia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a importância da democracia e da cooperação entre o bloco e o Brasil. O presidente francês, Emmanuel Macron, também cumprimentou Lula e defendeu o fortalecimento da parceria entre os dois países, especialmente diante dos desafios internacionais.

Na América Latina, os presidentes do Paraguai, Santiago Peña, do México, Claudia Sheinbaum, e do Uruguai, Yamandú Orsi, estiveram entre os líderes que enviaram mensagens ao presidente reeleito. As manifestações mencionaram a importância da relação bilateral, da integração regional e da cooperação entre os países.

Lula tomará posse em 5 de janeiro de 2027. Entre os principais desafios do novo mandato estão a articulação com o Congresso Nacional, a condução da política fiscal e a implementação das propostas apresentadas durante a campanha. A composição do Legislativo e as negociações com diferentes bancadas deverão influenciar a tramitação de projetos e a execução da agenda do governo.


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