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Câmara de SP arquiva pedido de impeachment contra Ricardo Nunes

A Câmara Municipal de São Paulo rejeitou, nesta terça-feira (3), o pedido de impeachment contra o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). Foram cinco votos favoráveis ao relatório de Major Palumbo (PP) e dois contrários. O vereador Rubinho Nunes (União Brasil) presidiu a comissão especial. 

A denúncia acusava a gestão de Nunes de "infrações político-administrativas e crimes de responsabilidade". Os vereadores Amanda Paschoal (PSOL-SP), Celso Giannazi (PSOL-SP) e Silvia da Bancada Feminista (PSOL-SP) protocolaram o documento citando a diminuição de frota de ônibus na cidade paulista no segundo turno das eleições.

Na comissão, Palumbo argumentou que não havia indícios de que Nunes teria diminuído a frota de ônibus na capital e, por consequência, prejudicado a votação no segundo turno. 

A oposição afirmou que a Prefeitura de São Paulo teria confessado, em nota (leia na íntegra abaixo), o funcionamento parcial do transporte público no último dia 25 de outubro. A Justiça havia determinado a disponibilidade de 100% da frota de ônibus para a data.

As denúncias se baseiam no artigo 73 da Lei Orgânica do Município e no Decreto-Lei nº 201/1967, por "atentar" contra a probidade administrativa e o cumprimento de decisões judiciais. 

A coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Lula (PT), acionou a Justiça Eleitoral e acusou a Prefeitura de São Paulo de operar o transporte com apenas 60% da frota de ônibus no segundo turno das eleições presidenciais. A acusação ocorreu após o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Machado, determinar que a cidade disponibilizasse 100% da frota à população neste domingo. A decisão se baseou na Resolução TSE 23.751/2026, que exige a oferta de transporte coletivo urbano nos dias de votação com a mesma frequência dos dias úteis.

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