Iracemápolis recebe o 9º Festival de Circo de Rua Pé de Cana
Iracemápolis recebe, de quinta-feira (5) a domingo (8), mais uma edição do Festival de Circo de Rua, com uma programação que reúne espetáculos circenses, cortejos musicais e apresentações de artistas locais. As atividades serão realizadas em diferentes pontos do município, com o objetivo de aproximar a arte da população e incentivar a ocupação dos espaços públicos.
A programação começa na quinta-feira, 5 de novembro, com o espetáculo "Circo-Teatro: Eu fui!", do Grupo Teatral Chico Pepeu, às 14h, no Lar São Vicente de Paula, em sessão fechada ao público. Às 16h30 acontece o Cortejo Circense e Musical e, às 19h30, o espetáculo "DizemCana", da Cia Pé de Cana.
Na sexta-feira (6), a programação começa às 14h, com “O Incrível Circo do Churumello”, do palhaço Churumello, em apresentação fechada ao público na Aril de Iracemápolis. Às 16h30, haverá novo cortejo e, às 19h30, o espetáculo “Viralata: O Palhaço TáSolto!”, com Rodrigo Robeño. Às 20h30, a atração regional será da Cia Startacri, da Start Escola de Artes.
No sábado (7), o cortejo circense e musical está marcado para as 16h30. Às 19h30, será apresentado “Festa na Roça”, do Coletivo Piracema, seguido, às 20h30, pela apresentação regional do Duo Floreio. No domingo (8), último dia do festival, o cortejo também começa às 16h30. Às 19h30, será a vez do espetáculo “A Vida de um Saltimbanco – O Circo Mambembe do Rogério Piva”. A programação termina às 20h30, com apresentação da Banda Pulsare.
A realização é da Cia Pé de Cana, grupo criado em Iracemápolis
em 2013 e responsável por toda a produção do Festival de Circo de Rua desde
2017. Ao longo de 12 anos, a companhia percorreu aproximadamente 400 cidades de
15 estados brasileiros, alcançando mais de 100 mil pessoas com espetáculos e
oficinas. O trabalho é desenvolvido principalmente com a palhaçaria e a arte
circense de rua.
A companhia é formada por Hugo Delariva, Denis Menezes e Suelen Zacharia e tem na Kombi adaptada sua marca registrada. O veículo funciona como transporte dos materiais artísticos e também como casa durante as viagens. O nome Pé de Cana faz referência à história de Iracemápolis e à cultura da cana-de-açúcar, presente na formação da região.
Ao longo das edições anteriores, o festival recebeu mais de 45 grupos do Brasil e da América Latina, promovendo intercâmbio entre artistas e ampliando o acesso da população às manifestações culturais. A proposta é levar apresentações a locais de fácil acesso, especialmente bairros com maior vulnerabilidade social, reforçando a importância dos espaços públicos como pontos de convivência e encontro.
Nesta edição, os cortejos terão a participação de uma banda de metais, com tuba, trompete, trombone e bateria, além de intervenções artísticas e convites ao público para acompanhar os espetáculos. A programação também prevê atividades formativas em escolas municipais, com oficinas oferecidas pela companhia e pelos grupos convidados.
“Essa ação é um espetáculo musical itinerante, é
convidativo e atinge as pessoas de forma muito positiva, mesmo aquelas que não
podem sair de suas casas para assistir ao espetáculo, como alguns idosos ou
pessoas com pouca/nenhuma mobilidade, por exemplo.
Pretendemos também levar uma atividade formativa para cada escola municipal de Iracemápolis, sendo duas oficinas oferecidas pelos grupos convidados e duas oferecidas pela Cia Pé de Cana. O objetivo das oficinas, além da formação em si, é de ampliar a atmosfera de trocas com a comunidade local”, destaca Hugo.
O projeto contempla ainda medidas de acessibilidade, como interpretação em Libras nos espetáculos e nas atrações locais, rampas de acesso, cadeiras preferenciais e cartazes em braile. “orroborando com o perfil da Cia Pé de Cana, esse festival tem um caráter descentralizador. Iracemápolis já tem poucas ofertas artísticas a seu dispor, e quando tem, na maioria dos casos, essas ofertas acontecem em regiões centrais da cidade. Desde o seu surgimento esse festival tem como um de seus principais objetivos a capilarização de suas atividades, contemplando assim, uma parcela da sociedade menos assistidas ou excluídas de seus direitos, devido a condições socioeconômicas, etnia, deficiência, gênero, faixa etária, local de residência ou ocupação”, destaca.
O festival conta com fomento do Programa de Ação Cultural
(ProAC Editais) e realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da
Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas. O festival é uma
produção da Cia Pé de Cana e conta com o apoio da Prefeitura.
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