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Fim das despesas de início de ano abre espaço para investimentos, diz especialista

Carnaval passou e, com ele, também o período mais intenso de despesas do início do ano. Contas como IPVA, IPTU e material escolar já foram pagas por grande parte das famílias. Diante desse cenário, surge a pergunta: agora é hora de começar a investir?

A Gazeta de Limeira conversou com a perita bancária de Limeira, Daniele Cardoso, que afirma que este pode, sim, ser um momento estratégico para dar os primeiros passos no mundo dos investimentos.

Passado o turbilhão de despesas típicas de início de ano, como IPVA, IPTU e material escolar, agora pode ser, sim, um bom momento de investir. Isso porque, com essas obrigações pagas, você tem mais clareza sobre o que sobra para direcionar aos investimentos, sem sustos. “Temos mais 10 meses para planejar e, mesmo que em pequenos aportes, temos tempo para iniciarmos e terminarmos o ano no positivo”, destaca Daniele.

Para colocar as contas em dia, o ideal é fazer um bom diagnóstico financeiro: listar o que entra e o que sai, renegociar dívidas se houver, e definir um valor mensal para poupança e investimento. Mesmo que pequeno, o hábito é o mais importante.

Uma dica valiosa é usar aplicativos gratuitos ou até mesmo Excel e fazer um planejamento antes de iniciar o mês, para ter um diagnóstico claro sobre o financeiro. Atualizar semanalmente os gastos com cartão de crédito também é uma prática recomendada. Segundo a especialista, esse hábito ajuda a ter um controle maior sobre as finanças.

Sobre renda fixa versus variável, a escolha depende do perfil do investidor e do prazo. Para quem busca mais segurança e prazos mais curtos, a renda fixa pode ser mais adequada, já que há previsibilidade e proteção. Já a renda variável pode ser interessante para quem tem um horizonte mais longo e tolera oscilações.

Com a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% e a projeção para os próximos anos ainda em dois dígitos, a renda fixa segue mais atrativa. Porém, com a Bolsa em recordes, também há boas oportunidades. Para quem não tem familiaridade com ações, uma alternativa é investir em um ETF, fundo de índice que permite acompanhar o desempenho do mercado de forma diversificada.

Dentro da renda fixa, a escolha entre pré-fixados (taxa fixa definida no início), pós-fixados (atrelados a índices como o CDI) ou híbridos (parte fixa e parte indexada à inflação) depende da expectativa de juros. Se a perspectiva for de queda nas taxas, os pré-fixados podem garantir boas condições. Em momentos de incerteza, híbridos ou pós-fixados oferecem maior flexibilidade, acompanhando a inflação ou o CDI.

No cenário atual do Brasil, além da diversificação dentro da própria renda fixa, há um ponto considerado fundamental: a gestão de risco. Além de diversificar, é importante observar os emissores dos títulos. Atualmente, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, mas as regras podem mudar no futuro, exigindo atenção constante do investidor.


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