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Cesta básica sobe para R$ 883 em Limeira e mantém alta no ano

Limeira apresenta aumento no custo da cesta básica na comparação anual, o que evidencia a pressão sobre o orçamento das famílias. Em março de 2026, o valor médio para uma família de quatro pessoas chegou a R$ 883,00, frente aos R$ 880,72 registrados no mesmo período de 2025, segundo levantamento do Dieese, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

O cenário local acompanha a tendência nacional. O estudo aponta alta no custo dos alimentos essenciais em todas as 27 capitais pesquisadas entre fevereiro e março de 2026. As maiores elevações ocorreram em São Paulo que lidera com a cesta mais cara do país, ao atingir R$ 883,94, seguido por Rio de Janeiro (R$ 867,97) e Cuiabá (R$ 838,40). Os menores valores aparecem em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42) e São Luís (R$ 634,26).

A cesta básica brasileira apresentou trajetória de alta nos últimos anos, com variações mais intensas em 2024. Em 2023, o custo médio fechou em R$ 761,01 e avançou para R$ 841,29 no ano seguinte, o que representa um aumento de aproximadamente 10,55%, o maior do período recente. Em 2025, a elevação foi mais moderada e o valor chegou a R$ 845,95, com alta de cerca de 0,55% em relação a 2024. Em 2026, a média dos três primeiros meses ficou em R$ 872,14 e indicou nova aceleração, com crescimento de aproximadamente 3,10% frente a 2025. No acumulado desde 2023, a cesta básica registra alta de cerca de 14,6%, o que evidencia a pressão contínua sobre o custo de vida da população.

Os dados mostram impacto direto na renda do trabalhador. Com o salário mínimo em R$ 1.621, o tempo médio necessário para adquirir a cesta básica alcança 97 horas e 55 minutos em março, acima das 93 horas e 53 minutos registradas em fevereiro. O comprometimento da renda líquida chega a 48,12%, contra 46,13% no mês anterior. Em março de 2025, esse percentual era maior e atingia 52,29%.

Entre os itens que mais pressionam os preços estão feijão, batata, tomate, carne bovina e leite, com variações entre 5% e 22%. As altas têm relação com o impacto das chuvas nas principais regiões produtoras. A carne de primeira sobe em 23 capitais, enquanto o leite registra aumento em 20 cidades. Em sentido oposto, o açúcar apresenta queda em 19 capitais, influenciado pelo excesso de oferta.

Na rotina das famílias, o peso dos alimentos se reflete no orçamento. A professora, Rafaela Lima afirma em entrevista à Gazeta, que cerca de 30% da renda familiar é destinada à alimentação. Ela vive com o marido e um filho e relata que a estratégia para equilibrar as contas inclui a compra de produtos da época, a substituição de itens mais caros e a pesquisa de preços. “Nossa sorte é não pagar aluguel. Para muitas famílias, o custo da alimentação, que ultrapassa R$ 1.500, compromete ainda mais a renda”, afirma. Segundo ela, o cenário já foi mais difícil, como no período da pandemia. “Alguns produtos estão mais baratos, outros nem tanto, os preços seguem elevados, por isso aqui em casa estamos em planejamento constante, pois uma boa alimentação é essencial para tudo”, relatou.

 


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