60% buscaram imóveis com aluguel mais barato na região, revela Creci-SP
O mercado de locação residencial usada na região de Limeira apresentou oscilações ao longo de 2026, segundo levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP). Em abril, o setor registrou retração de 80,54% no número de contratos em comparação a março, configurando o mês com menor desempenho do ano no segmento e interrompendo a sequência de resultados positivos observados anteriormente.
O cenário, no entanto, reflete um comportamento de variações ao longo do ano. Em janeiro, o setor teve queda de 63,79%, seguida de recuperação em fevereiro, com alta de 38,10%, e novo crescimento em março, de 54,17%. Apesar da retração em abril, o acumulado de 2026 ainda aponta queda de 52,06% nas locações. Mesmo com a instabilidade mensal, o desempenho em 12 meses segue positivo, com alta de 138,09%, indicando dinamismo do mercado no médio prazo.
O levantamento mostra ainda que o perfil das locações se manteve estável. As casas representaram 83% dos imóveis alugados, enquanto os apartamentos ficaram com 17%.
Os dados analisados pela Gazeta de Limeira, com base nas informações disponibilizadas pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), apontam que a maior parte dos contratos foi firmada fora das regiões centrais. Bairros periféricos e outras áreas concentraram 71,4% das locações em abril. Já o Centro e as áreas nobres registraram, cada um, 14,3% das negociações.
Os valores médios de aluguel na cidade variam entre R$ 1.200 e R$ 1.800 para apartamentos e entre R$ 1.500 e R$ 2.500 para casas em regiões mais afastadas do Centro. Outro dado do Creci-SP aponta mudança no comportamento dos inquilinos: 60% buscaram imóveis com aluguel mais barato, em meio à pressão do custo de vida.
Entre as garantias locatícias, o seguro fiança foi o mais utilizado, presente em 71,4% dos contratos. O fiador tradicional respondeu por 28,6%.
O Creci-SP destaca que, apesar das oscilações no volume de contratos ao longo do ano, o mercado segue ativo e estruturado, com participação relevante de diferentes regiões da cidade e fortalecimento da segurança nas negociações por meio da intermediação profissional.
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