Foto de capa da notícia

Trabalhador paulista ganha R$ 691 a mais que a média do Brasil

O trabalhador do Estado de São Paulo continua entre as maiores remunerações do Brasil. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o rendimento médio mensal no estado alcançou R$ 4.423,04, valor 18,5% superior à média nacional, de R$ 3.732.

O desempenho coloca São Paulo atrás apenas do Distrito Federal no ranking dos maiores rendimentos do país e evidencia a força da economia paulista na geração de emprego e renda. A diferença corresponde a um ganho médio de R$ 691,04 por trabalhador em relação à média brasileira. Enquanto o rendimento médio nacional atingiu o segundo maior patamar da série histórica do IBGE, São Paulo manteve-se entre as unidades da Federação com maior remuneração, registrando uma média equivalente a 3,3 salários mínimos mensais.

Os dados do IBGE também apontam que o rendimento médio nacional cresceu 0,3% em relação ao trimestre encerrado em janeiro e 9,6% na comparação com o mesmo período de 2025. Mesmo com uma leve redução no número de pessoas ocupadas, a massa de rendimentos permaneceu praticamente estável, somando R$ 377,046 bilhões, impulsionada pelo aumento da renda média dos trabalhadores.

A valorização dos salários em São Paulo também foi reforçada recentemente pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que aprovou o Projeto de Lei nº 386/2026, elevando o Salário Mínimo Paulista para R$ 1.874,36. O novo piso representa um reajuste de R$ 70,36, equivalente a 3,9%, com base na variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025.

O reajuste beneficia cerca de 70 categorias profissionais que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo. Entre elas estão empregados domésticos, cuidadores de idosos e de pessoas com deficiência, motoboys, serventes, pescadores e diversos trabalhadores do setor de serviços. Na justificativa do projeto, o Governo do Estado afirmou que a atualização do piso estadual integra uma política pública voltada à valorização do trabalho, à preservação do poder de compra da população de menor renda, à inclusão produtiva e à redução das desigualdades regionais.

Os dados reforçam a posição de São Paulo como referência nacional em remuneração. Com rendimento médio de R$ 4.423,04, o trabalhador paulista recebe, em média, R$ 691,04 a mais do que a média nacional, mantendo o estado entre os líderes do país em geração de renda e valorização do trabalho.

Comentários

Compartilhe esta notícia

Faça login para participar dos comentários

Fazer Login