Unicamp aprova proposta de curso de Inteligência Artificial em Limeira
Limeira vai sediar, a partir de 2027, o novo curso de bacharelado em “Inteligência Artificial (IA) e Ciência de Dados” da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A proposta foi aprovada ontem pela Câmara de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da instituição e representa um avanço estratégico para o campus da cidade, que será o primeiro a oferecer a graduação.
O novo curso terá a responsabilidade compartilhada entre a Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) e a Faculdade de Tecnologia (FT) e deve entrar em operação a partir de 2027 em Limeira. A expectativa é a de que passe a ter uma turma também no campus de Campinas a partir de 2028. O curso terá duração mínima de 8 semestres e máxima de 12 semestres, carga horária de 3.240 horas e vai oferecer 40 vagas. A proposta de criação do curso ainda terá de ser votada no Conselho Universitário (Consu), o órgão máximo de deliberação da Universidade.
De acordo com a pró-reitora de Graduação, Mônica Cotta, o novo curso terá ênfases em três áreas, Cidades Inteligentes e Sustentáveis, Administração Pública e Governo Digital, e Saúde e Esporte de Alto Rendimento. “Não será um curso voltado apenas para a pesquisa ou serviço público”, disse ela. “A ênfase de Cidades Inteligentes e Sustentáveis fala diretamente com o mercado”, argumentou.
A grade curricular do curso foi estruturada em seis grandes eixos – matemática e estatística; computação; ferramentas de IA e Ciência de Dados; ênfase em áreas de aplicação e competências transversais; e, por fim, estágio.
Para o diretor associado da FCA, professor Cristiano Torezzan, que apresentou a proposta à comissão, o novo curso tem forte caráter transversal. “Trata-se de um curso diferenciado, concebido de forma interdisciplinar”, disse ele. “O curso é novo e singular o suficiente para justificar uma formatação própria, alinhada às demandas do mundo contemporâneo”, acrescentou.
O reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, chamou a atenção para a integração entre as duas unidades (FCA e FT) na implementação do curso. “Com isso, as unidades dão um passo significativo, porque não é trivial a gente conseguir juntar duas unidades”, ponderou o reitor. “Mas temos que trabalhar neste sentido”, concluiu.
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