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Professora há 26 anos, Luciene vê na educação o poder de transformar vidas

A paixão pela literatura e o desejo de transformar vidas por meio do conhecimento mantêm a professora Luciene Cristina Cezario Hernandes na educação há 26 anos. Com uma trajetória dedicada ao ensino, ela acredita que o papel do professor vai muito além da transmissão de conteúdos: é também ajudar os alunos a descobrir suas próprias capacidades.

Luciene começou a trabalhar aos 17 anos na área contábil, mas a afinidade com os livros e os grandes clássicos da literatura a levou a buscar outro caminho. Formada em Letras e pós-graduada em Crítica Literária pela Unesp, atua desde 1999 na rede estadual de ensino, como professora efetiva da Escola Estadual Professor Ely de Almeida Campos. Também leciona há mais de 20 anos na UniEinstein.

“Eu queria mistério, queria alma, queria gente. Foi aí que descobri que a Educação completava a minha alma”, relembra.

Para a educadora, a conexão com os estudantes é o que mantém viva a motivação para ensinar. Acompanhar as descobertas dos alunos, ajudá-los a perder o medo da leitura e perceber a evolução de cada um são algumas das experiências que dão sentido à profissão.

“Eu ensino, mas é na troca que eu realmente aprendo. Cada aluno que passa deixa um pouco e leva um pouco”, afirma.

Apesar da realização profissional, Luciene ressalta que a carreira também é marcada por dificuldades, como a desvalorização, a falta de recursos e o trabalho que frequentemente ultrapassa o horário em sala de aula.

 

“Ser professor no Brasil é resistir. É preparar aula de madrugada, corrigir pilhas de textos no fim de semana, lidar com a desvalorização, com a falta de recursos”, destaca.

Neste Dia dos Professores, celebrado em 15 de outubro, Luciene defende a leitura, a curiosidade e o compartilhamento do conhecimento como pilares da educação. Seu desejo é deixar nos estudantes uma contribuição que ultrapasse os conteúdos escolares.

“Não percam a capacidade de se espantar. Leiam. Leiam muito”, aconselha.

Após mais de duas décadas de carreira, ela continua acreditando no impacto que um professor pode ter na vida de uma pessoa. “Continuo aqui porque ainda acredito que uma aula pode mudar um dia, e que um dia pode mudar uma vida”, conclui.


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