
Prefeito solicita ao governador permanência da Regional de Defesa Agropecuária em Limeira
O prefeito de Limeira, Murilo Félix, enviou nesta segunda-feira (25) um ofício ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, solicitando a reativação da regional da Defesa Agropecuária da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (SAA) que funcionava no município. O escritório da Defesa Agropecuária atuava na certificação da produção agropecuária e na fiscalização e prevenção de pragas e doenças que afetam a produção agrícola.
No documento, o prefeito argumenta que a diminuição acentuada da Regional compromete o atendimento e a oferta de serviços essenciais aos agricultores de Limeira e também aos 13 municípios vizinhos que integravam a área de abrangência da antiga regional. Entre as cidades afetadas estão Rio Claro, Leme, Pirassununga, Porto Ferreira, Araras e Cordeirópolis.
A manifestação do chefe do Executivo municipal soma-se a outras iniciativas já apresentadas ao governo estadual. O deputado federal Miguel Lombardi também encaminhou ofício pedindo a manutenção da estrutura regional em Limeira. Entidades representativas, como a Associação Brasileira de Citros de Mesa, reforçaram junto à SAA a relevância da regional limeirense para o setor produtivo.
“Limeira é uma regional mais diversificada que Piracicaba, maior em número de cadastros e não se justifica Limeira ficar subordinada a Piracicaba. A ausência de atendimento especializado à região de Limeira dificulta a implementação de políticas públicas, o acesso a novas tecnologias e o suporte direto aos agricultores”, destacou Murilo Félix.
O rebaixamento da regional em Limeira ocorreu em função de uma reestruturação promovida pela Secretaria de Agricultura do Estado, que reduziu de 40 para 16 o número de regionais em São Paulo. Esta reestruturação foi realizada apenas na Defesa Agropecuária, na CATI que também é uma coordenadoria da SAA, foram mantidas as 40 regionais no estado.
Reconhecida pela diversidade de sua produção, a Regional Agrícola de Limeira reúne citricultura, viveiros de citros e ornamentais, casas de embalagens de frutas cítricas, cana-de-açúcar, bovinocultura de leite e corte, além de avicultura de ovos e corte. São 9.615 propriedades rurais, distribuídas em 446.855 hectares, com volume de cadastros superior ao de regionais que permaneceram em funcionamento, como a de Piracicaba.
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