CPI que investiga contrato com a Hapvida realiza oitivas e cobra esclarecimentos
A Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para apurar possíveis irregularidades
no contrato entre a Prefeitura de Limeira e o Hospital Hapvida realizou, nesta
terça-feira (3), novas oitivas com representantes sindicais e avançou na coleta
de informações sobre a prestação de serviços aos servidores municipais.
Denúncias apresentadas
Durante a
oitiva, o Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de
Limeira (Sindsel) apresentou relatos de servidores sobre supostas falhas na
prestação de serviços da operadora. Entre os pontos levantados estão problemas
na escala de anestesistas — com um único profissional designado para acompanhar
múltiplas cirurgias — além de dificuldades na continuidade de tratamentos
especializados.
O sindicato
também mencionou descredenciamento de médicos e clínicas, negativas de
autorização para procedimentos cirúrgicos com profissionais de confiança dos
pacientes e redução de carga terapêutica para crianças com Transtorno do
Espectro Autista (TEA) após mudanças na rede credenciada.
Já o Sinsaúde
afirmou que eventuais falhas na gestão do contrato não podem ser direcionadas
aos trabalhadores da saúde. Segundo os representantes, profissionais têm
sofrido ameaças e atuado sob forte pressão, o que colocaria em risco a
integridade física das equipes.
Ausência da operadora
A Hapvida foi
convocada, mas não enviou representante. A ausência foi criticada pelo relator
da CPI, que ressaltou a necessidade de esclarecimentos por parte da empresa,
especialmente quanto à qualidade do atendimento oferecido aos servidores
municipais.
Próximas oitivas
A comissão
definiu novas datas para ouvir outros envolvidos no contrato. No dia 10 de
março, serão ouvidos representantes da OAB Limeira e das ouvidorias da
Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde. Já no dia 17 de março, estão
convocados gestores da Hapvida, representantes da ouvidoria da operadora, do
Cremesp e da Secretaria Municipal de Saúde.
Pedidos de informação
A CPI também
formalizou pedidos de documentos sobre o contrato firmado com o município,
incluindo prazo de vigência, eventuais aditivos e prorrogações, valores pagos
mensalmente à operadora e descontos realizados nos salários dos servidores e
dependentes. Os vereadores solicitaram ainda planilhas financeiras, notas
fiscais e informações sobre a quantidade de leitos de UTI em funcionamento no
hospital da operadora em Limeira.
O prazo
regimental da CPI é de 90 dias. A presidência solicitou prorrogação por mais 90
dias, a partir de 18 de março. O pedido será analisado em plenário.
A comissão
investiga possíveis irregularidades contratuais, falhas na prestação de
serviços e eventuais omissões no atendimento hospitalar aos servidores públicos
municipais conveniados ao plano de saúde.
Compõem a
comissão as vereadoras e vereadores Isabelly Carvalho (PT), presidente; Nilton
Santos (Republicanos), relator; Lu Bogo (PL), secretária; e Zé da Farmácia
(Solidariedade), autor do requerimento que criou a CPI. A vereadora Joyce Dias
(PSD) passou a integrar os trabalhos em substituição a Anderson Pereira (PSD),
licenciado para assumir a Secretaria Municipal de Segurança Pública.
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