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Da luta contra o câncer à missão de ajudar: uma história de superação

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, histórias de superação reforçam a importância da fé, do apoio familiar e do diagnóstico precoce. A trajetória de Margarete Aparecida Bianchi, de 59 anos, é um exemplo de resiliência e transformação diante da doença.

Diagnosticada com câncer de mama hormonal Luminal A em 2020, Margarete relembra que o momento da descoberta foi marcado por emoção, especialmente entre seus familiares. Enquanto todos à sua volta se abalavam, ela encontrou forças na fé. “Perguntei a eles: por que não eu? Se tantas mulheres passam por isso e Deus permitiu que eu enfrentasse, era porque havia um propósito”, conta.

Durante o tratamento, concluído em julho de 2021, ela enfrentou os desafios físicos e emocionais comuns à doença. Segundo Margarete, o processo é debilitante, mas sua espiritualidade foi essencial para seguir em frente. “Eu pedia a Deus que me mantivesse em pé, que eu enfrentaria o que viesse. E assim foi”, relembra. O apoio da família também foi decisivo para atravessar esse período.

Hoje, em remissão total, ela afirma que a experiência mudou completamente sua forma de enxergar a vida. “Ninguém passa pelo câncer e sai igual. Aprendi a valorizar as pessoas, o tempo e as pequenas coisas. Não perco mais tempo com negatividade”, destaca. Para ela, a vida ganhou um novo significado, com mais atenção aos detalhes e ao que realmente importa.

Contadora de profissão, Margarete levava uma rotina intensa antes do diagnóstico, marcada pelo estresse e pela autonomia. Ainda assim, sempre manteve os exames preventivos em dia — fator que reforça a importância do acompanhamento médico regular.

Foi durante as sessões de quimioterapia que surgiu um novo propósito. Ao observar outras pacientes, muitas delas sozinhas e desinformadas, decidiu agir. Criou um grupo de apoio para acolher mulheres em tratamento, oferecendo informação, troca de experiências e, principalmente, esperança.

A iniciativa cresceu e deu origem à ONG Mulheres Rosas, que hoje atende mais de 90 mulheres. Margarete dedica grande parte do seu tempo ao projeto, buscando informações, apoio médico e alternativas de tratamento para as integrantes. “Uma segura a mão da outra e dizemos: você não está sozinha”, afirma.

Entre orientações, incentivo e até cobranças bem-humoradas para manter os exames em dia, ela celebra cada conquista ao lado das mulheres que acompanha. “Sou feliz no que faço. Cada vitória, por menor que seja, é comemorada juntas.”

A história de Margarete reforça que, além do tratamento médico, o acolhimento, a informação e a rede de apoio são fundamentais na luta contra o câncer — e podem transformar não apenas trajetórias individuais, mas a vida de muitas outras pessoas.

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