Dia de Combate ao Bullying reforça alerta sobre saúde mental
Celebrado em 7
de abril, o Dia Nacional de Combate e Conscientização do Bullying traz à tona a
importância de discutir e enfrentar uma das formas mais recorrentes de
violência no ambiente escolar. Em entrevista à Gazeta de Limeira, a psicóloga
Ingrid Fernanda Alves Barbosa destacou os principais sinais, impactos e
caminhos para prevenção do problema.
Com cinco anos
de atuação clínica e especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC),
a profissional explica que o bullying não deve ser confundido com conflitos
comuns. “Na psicologia, o bullying é entendido como um comportamento agressivo,
repetitivo e intencional, com o objetivo de ferir, humilhar ou excluir outra
pessoa”, afirma. Segundo ela, a principal diferença está na repetição e no
desequilíbrio de forças, já que a vítima geralmente encontra dificuldades para
se defender.
Os impactos na
saúde mental são significativos. A curto prazo, crianças e adolescentes podem
apresentar ansiedade, tristeza, irritabilidade, isolamento social e queda no
desempenho escolar. Já a longo prazo, as consequências podem incluir depressão,
transtornos de ansiedade, baixa autoestima e dificuldades nos relacionamentos.
“O bullying pode influenciar diretamente a forma como o indivíduo se percebe,
gerando sentimentos de rejeição e insegurança”, ressalta Ingrid.
A psicóloga
orienta que pais e professores estejam atentos a sinais de alerta. Mudanças
comportamentais, como recusa em ir à escola, perda de interesse por atividades,
alterações no sono e apetite, além de queixas físicas frequentes sem causa
aparente, podem indicar que algo não vai bem. “A escuta ativa e o diálogo
aberto são fundamentais para identificar precocemente essas situações”,
explica.
Outro ponto
importante destacado pela especialista é que o olhar também deve se voltar para
quem pratica o bullying. De acordo com Ingrid, o comportamento agressivo pode
estar ligado a dificuldades emocionais, inseguranças ou à reprodução de padrões
vivenciados. “Esses indivíduos também precisam de apoio psicológico para
desenvolver empatia, habilidades sociais e formas saudáveis de se relacionar”,
pontua.
No contexto do
Dia Nacional de Combate ao Bullying, a psicóloga reforça que a prevenção
depende de um esforço coletivo. Ações como programas de educação
socioemocional, políticas escolares claras e canais seguros de acolhimento são
essenciais. Além disso, o fortalecimento do diálogo dentro das famílias e a
promoção do respeito às diferenças são fundamentais para reduzir a incidência
do problema.
A data serve
como um convite à reflexão e à ação, destacando que o combate ao bullying é
responsabilidade de toda a sociedade e essencial para garantir um ambiente mais
seguro e saudável para crianças e adolescentes.
Comentários
Compartilhe esta notícia
Faça login para participar dos comentários
Fazer Login