Professora de Limeira compartilha experiências de mergulho pelo mundo
A relação entre educação ambiental e vivências práticas ganha cada vez mais relevância em um cenário de mudanças climáticas e degradação dos ecossistemas. Mais do que conteúdos teóricos, experiências que conectam o ser humano à natureza se mostram ferramentas importantes na formação de uma consciência ecológica. Nesse contexto, histórias como a da professora aposentada e mergulhadora Silvana Alves Melo revelam como conhecimento, prática e encantamento podem transformar percepções e inspirar ações em defesa do meio ambiente.
Moradora de Limeira, Silvana construiu uma trajetória de 40 anos dedicados à educação. Atuou por 17 anos como professora de Biologia na rede estadual, exerceu por 15 anos a função de diretora de escola no município, dez deles esteve à frente do Ceief Jamile Caram de Souza Dias e trabalhou por 8 anos como diretora da Secretaria de Educação de Cordeirópolis. Sua formação inclui Ciências, Biologia, Matemática e Pedagogia, além de pós-graduações em Biologia, Supervisão Escolar e Educação Especial.
Há 10 anos, ela encontrou no mergulho um hobby que passou a complementar sua missão como educadora. Em entrevista à Gazeta de Limeira, relembra que iniciou sua formação por meio da operadora Lobos do Mar, sob orientação de Adilson Esquerdo, o Capitão Esquerdo. “Desde o início, aprendi que o mergulho vai muito além da técnica. Ele envolve respeito, responsabilidade e cuidado com o ambiente marinho”, afirma.
Ao longo dessa jornada, Silvana visitou destinos conhecidos entre mergulhadores, como o Mar Vermelho, no Egito, o Mar do Caribe, a Tailândia e o arquipélago de Fernando de Noronha. Nessas experiências, passou a observar de perto os impactos ambientais nos oceanos. “Tenho observado mudanças importantes, como o branqueamento dos corais, que reflete o estresse ambiental, muitas vezes ligado ao aumento da temperatura da água”, explica.
Ela também destaca a diferença entre áreas preservadas e regiões afetadas pela ação humana. “Em locais como Fernando de Noronha, fica evidente como a conservação faz toda a diferença. Há mais vida, diversidade e equilíbrio entre as espécies. ”
Os encontros com a vida marinha marcaram profundamente sua trajetória. Em Fernando de Noronha, Silvana teve contato com tubarões-lixa, polvos e tartarugas. “Uma das experiências mais marcantes foi quando uma tartaruga permaneceu ao meu lado por um bom tempo, como se estivéssemos interagindo”, relembra. Já na Tailândia, os cavalos-marinhos chamaram sua atenção pela delicadeza.
Para ela, o mergulho representa mais do que lazer. A atividade proporciona um momento de contemplação e conexão com a natureza. Com o domínio da técnica, o medo dá lugar à apreciação do ambiente marinho e de sua riqueza.
Essa vivência ampliou sua percepção sobre a preservação ambiental. Segundo Silvana, a presença de lixo nas praias e no fundo do mar evidencia os impactos das ações humanas. “É comum encontrar resíduos como garrafas de vidro, que permanecem por muito tempo no ambiente marinho. Isso nos faz refletir sobre o mundo que estamos construindo. ”
Como educadora, ela reforça a importância da conscientização aliada a atitudes práticas no dia a dia, como o descarte correto de resíduos, a redução do uso de plásticos e o respeito à vida marinha. Ao longo de sua trajetória, Silvana demonstra que educar vai além da sala de aula. Sua experiência une conhecimento, sensibilidade e prática, e reforça o papel transformador da educação na construção de uma sociedade mais consciente. Em Limeira, sua história permanece como exemplo de dedicação ao ensino e de compromisso com a formação de cidadãos atentos ao meio ambiente e ao futuro do Planeta Terra.
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