Limeira fecha outono com melhor volume de chuvas dos últimos dois anos
Limeira encerra o outono de 2026 com um cenário bastante diferente do observado no ano passado. Levantamento realizado pela Gazeta de Limeira junto à BRK Ambiental mostra que, entre janeiro e maio deste ano, o município acumulou 790 milímetros de chuva nos pontos de monitoramento. No mesmo período de 2025, o volume registrado foi de 427 milímetros. O resultado representa um aumento de 85% no índice pluviométrico, equivalente a 363 milímetros a mais de precipitação.
Os dados revelam que o desempenho foi impulsionado principalmente pelas chuvas registradas nos primeiros meses do ano. Em janeiro, os volumes ficaram próximos, com 253 milímetros em 2026 contra 238 milímetros em 2025. Já fevereiro apresentou uma diferença significativa: foram 205 milímetros neste ano, mais que o dobro dos 97 milímetros registrados no mesmo mês do ano passado. O destaque ficou para março, quando o acumulado atingiu 208 milímetros, frente a apenas 28 milímetros em 2025.
Nos meses que marcam a transição para o outono, os índices continuaram superiores aos do ano anterior. Em abril, foram registrados 61 milímetros de chuva, ante 47 milímetros em 2025. Já em maio, o acumulado chegou a 63 milímetros, número expressivo quando comparado aos apenas 17 milímetros registrados no mesmo mês do ano passado, considerado um dos mais secos do período.
O maior volume de chuvas também coincidiu com um episódio que chamou a atenção da população. No fim de abril, moradores passaram a relatar alteração no gosto e no odor da água distribuída em Limeira, descrevendo características como sabor amargo, terroso ou semelhante a mofo. O fenômeno ocorreu em decorrência de uma variação sensorial observada no trecho final do Rio Jaguari, manancial responsável pelo abastecimento da cidade. O problema também foi registrado em municípios vizinhos, como Paulínia, Hortolândia e Jaguariúna.
Na ocasião, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) foi acionada para investigar as causas da alteração. Especialistas apontaram que situações desse tipo costumam estar associadas à presença de compostos orgânicos naturais, como a geosmina. Tanto a BRK Ambiental quanto as autoridades de saúde reforçaram que a água permaneceu própria para consumo durante todo o período.
Apesar da maior incidência de chuvas e das ocorrências registradas ao longo do semestre, o sistema de abastecimento opera atualmente em total normalidade. Segundo a concessionária, o Rio Jaguari apresenta vazão de 12 metros cúbicos por segundo, enquanto o Ribeirão Pinhal está com cerca de 90% de sua capacidade. A empresa informa ainda que mantém um plano permanente de contingência, com ações de combate às perdas, melhorias operacionais e investimentos em infraestrutura para assegurar a regularidade do abastecimento mesmo durante períodos de estiagem.
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