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Educação financeira pode se tornar obrigatória nas escolas

A educação financeira poderá passar a integrar, de forma obrigatória, a grade curricular dos ensinos fundamental e médio em todo o país. O Senado Federal aprovou, na última semana, o projeto de lei que inclui o tema na educação básica. Como o texto recebeu alterações durante a tramitação, a proposta retorna à Câmara dos Deputados para nova análise. Se aprovada, seguirá para sanção presidencial.

O projeto prevê que a educação financeira seja trabalhada de forma transversal e integrada ao currículo escolar, presente em todas as etapas da educação básica. Entre as mudanças incluídas pela relatora, senadora Teresa Leitão, estão a ampliação dos conteúdos, com temas como previdência, tributos e seguros.

Para analisar os reflexos da proposta, a Gazeta de Limeira entrevistou a diretora da Maple Bear Limeira, Andressa Frugoli Greve. Segundo ela, a educação financeira vai além do aprendizado sobre dinheiro e contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e preparados para a vida adulta. “A educação financeira na infância desenvolve competências essenciais, como responsabilidade, planejamento, autocontrole, pensamento crítico e capacidade de fazer escolhas conscientes. É nesse período que muitos hábitos e comportamentos são construídos”, afirma.

De acordo com Andressa, ensinar crianças a diferenciar desejos de necessidades, compreender o valor do trabalho e estabelecer objetivos favorece uma relação mais equilibrada com o dinheiro e o consumo. “Adultos que tiveram contato com a educação financeira desde cedo tendem a planejar melhor seus gastos, evitar o endividamento, poupar para realizar sonhos, investir com mais consciência e tomar decisões financeiras mais responsáveis”, destaca.

A especialista ressalta que o ensino também fortalece competências socioemocionais, como disciplina, paciência, cooperação e resolução de problemas. Para ela, administrar recursos não é apenas uma questão matemática, mas uma habilidade relacionada à cidadania, à ética e à tomada de decisões.

Na avaliação da diretora, a participação da família é decisiva para consolidar esse aprendizado. “Quando escola e família caminham juntas, oferecem às crianças uma formação que ultrapassa os conteúdos acadêmicos e prepara cidadãos capazes de administrar oportunidades e desafios com responsabilidade”, conclui.

 


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