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Limeirense registra imagens impressionantes do céu no Deserto do Atacama

Enquanto muitos turistas visitam o Deserto do Atacama pelas paisagens áridas e formações rochosas, o limeirense André Barros atravessa milhares de quilômetros em busca de um espetáculo que começa apenas quando o Sol se põe.

CEO de uma empresa de tecnologia em Limeira e apaixonado por astronomia, André acaba de concluir sua terceira expedição ao deserto chileno, considerado um dos melhores lugares do mundo para a observação do céu. A combinação entre altitude elevada, clima extremamente seco, baixa poluição luminosa e mais de 300 noites de céu limpo por ano faz da região um destino de referência para astrônomos e astrofotógrafos.

Durante a viagem, ele percorreu diferentes pontos da Cordilheira dos Andes, registrando a Via Láctea sobre paisagens como a Laguna Quepiaco, os Monjes de la Pacana e o Salar de Tara, todos localizados a mais de 4 mil metros de altitude.

As imagens são produzidas por meio da técnica conhecida como astrofotografia de paisagem, que combina o céu noturno com elementos da paisagem terrestre. Utilizando longas exposições, a câmera consegue captar detalhes invisíveis a olho nu, como nebulosas, aglomerados de estrelas, nuvens de poeira cósmica e até as Nuvens de Magalhães, galáxias vizinhas da Via Láctea localizadas a cerca de 160 mil anos-luz da Terra.

Segundo André, fotografar é apenas parte da experiência. "Quando estamos diante de um céu como o do Atacama, percebemos o quanto somos pequenos diante da imensidão do universo. A fotografia acaba sendo apenas uma consequência. O que realmente fica é a experiência", afirma.

Além de compartilhar os registros em seu perfil no Instagram, @xtronomic, André também trabalha em um projeto literário inspirado nas viagens ao deserto, reunindo fotografias e reflexões sobre silêncio, solitude e a busca pelo essencial.

Por que o Atacama é considerado um dos melhores lugares do mundo para observar o céu?

O Deserto do Atacama reúne características únicas para a observação astronômica. A região registra mais de 300 noites de céu limpo por ano, possui um dos menores índices de umidade do planeta, conta com áreas acima dos 4 mil metros de altitude e abriga alguns dos maiores observatórios astronômicos do mundo. Essas condições permitem visualizar com nitidez estruturas da Via Láctea que dificilmente podem ser observadas em regiões urbanas ou com maior umidade e poluição luminosa.

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