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Patrimônio de Limeira, Igreja da Boa Morte recupera obra do século 19

A Igreja da Boa Morte e Assunção, em Limeira, concluiu na última semana a restauração da tela “Bento Manoel de Barros, primeiro Barão de Campinas” e de sua moldura em talha dourada. O trabalho, iniciado em 29 de janeiro, durou pouco mais de sete meses e recuperou uma obra de importância histórica para o templo.

A Gazeta de Limeira recebeu imagens que mostram o antes e depois da restauração. A intervenção foi realizada pela conservadora-restauradora Cláudia Rangel, responsável pelos trabalhos de recuperação da tela e da moldura. A pintura foi produzida para ornamentar a sacristia da Igreja da Boa Morte por ocasião de sua inauguração, em agosto de 1868. A autoria do retrato ainda é incerta, mas existe a possibilidade de que tenha sido realizada pelo italiano Aurélio Civatti, responsável por coordenar as obras do templo e contratado por Bento Manoel de Barros.

Registros históricos da Confraria também fazem referência à produção da obra. Na ata da sessão de 15 de abril de 1868, consta uma determinação para que Civatti prestasse contas sobre o dinheiro arrecadado para a conclusão e confecção do retrato de Bento Manoel de Barros.

Ao longo dos anos, a tela passou por diversas intervenções consideradas inadequadas, o que comprometeu suas características originais. O processo de restauração buscou recuperar a leitura estética da pintura e preservar seus elementos históricos.

A moldura, por sua vez, é uma peça de madeira com talha dourada que também apresentava um estado precário de conservação. Foram identificadas rupturas, perdas de partes e uma espessa camada de repintura acumulada ao longo do tempo. O trabalho incluiu a remoção das camadas de repintura, a recuperação das áreas danificadas e a confecção de partes que estavam faltando, além da recomposição do douramento. Com a intervenção, a moldura recuperou características próximas de sua aparência original.

A conclusão da restauração ocorre em um momento simbólico para a comunidade católica de Limeira, na mesma semana em que a Confraria de Nossa Senhora da Boa Morte e Assumpção celebra 170 anos. A recuperação da tela e da moldura representa, assim, a preservação de parte da memória artística, religiosa e histórica do município.


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