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Do eucalipto ao papel, a tecnologia por trás de produtos do dia a dia

O papel está presente, em diferentes formatos, na rotina de milhões de pessoas. O que poucos conhecem é o processo que transforma a madeira em um produto tão presente no cotidiano. Na Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, essa história começou há 70 anos, em 1956, quando a empresa se tornou a primeira do mundo a produzir celulose e papéis com 100% de fibra de eucalipto em escala industrial.

 

A produção do papel começa no campo, onde o cultivo e o manejo do eucalipto são realizados de forma planejada e sustentável, com apoio de pesquisa, tecnologia e monitoramento para favorecer o desenvolvimento das árvores, a produtividade e a conservação dos recursos naturais. Após o período de crescimento, as árvores são colhidas e as toras transportadas até as fábricas.

 

Na indústria, a madeira é descascada, picotada e submetida ao processo de cozimento, etapa que separa as fibras de celulose dos demais componentes naturais da madeira. Na sequência, a celulose passa por processos de lavagem, depuração e branqueamento, antes de seguir para a fabricação de diferentes tipos de papel.

 

Na Suzano, essa matéria-prima dá origem a uma variedade de produtos. Nas operações da companhia no interior de São Paulo, são produzidos papéis para imprimir e escrever, como o Report; papéis para cartões e embalagens; copos e canudos de papel da linha Loop; embalagens para delivery e fast-food; além de papel higiênico, lenços faciais, toalhas de papel e guardanapos de marcas como Neve, Mimmo e Scala.

 

Inteligência artificial e dados ajudam a aprimorar processos

 

A tecnologia e a inovação estão presentes em diferentes etapas da produção, desde o acompanhamento das florestas até os processos industriais. "Transformar o eucalipto em papel envolve uma combinação de conhecimento, tecnologia e trabalho realizado por profissionais de diferentes áreas. Temos ferramentas que permitem acompanhar desde o desenvolvimento das florestas até os processos industriais em tempo real, contribuindo para maior eficiência, qualidade e melhor utilização dos recursos. O Mês do Papeleiro é também uma oportunidade para reconhecer as pessoas que fazem parte dessa cadeia e ajudam a transformar a matéria-prima em produtos essenciais para o dia a dia", afirma Bruno de Aguiar Pinheiro, consultor de Qualidade da Suzano.

 

No campo, sistemas de monitoramento e ferramentas digitais auxiliam no acompanhamento das florestas e no planejamento das atividades. Nas fábricas, sensores, automação industrial e ferramentas de análise de dados permitem acompanhar os processos em tempo real e identificar oportunidades de melhoria.

 

Um exemplo é a tecnologia NIR (Near Infrared, ou Infravermelho Próximo), utilizada para estimar rapidamente indicadores importantes do processo produtivo. A técnica direciona luz infravermelha para uma amostra e analisa a forma como ela interage com o material.

 

A partir de modelos desenvolvidos com milhares de resultados laboratoriais, é possível predizer características da madeira, da polpa ou do processo mais rapidamente do que com os métodos convencionais. A solução permite aumentar a frequência do monitoramento, agilizar a obtenção de informações e contribuir para um controle ainda mais eficiente da produção.

 

Outra iniciativa é o Bark Finder, tecnologia em desenvolvimento pela Suzano para monitorar a qualidade da madeira utilizada na fabricação de celulose. O sistema utiliza câmeras instaladas nas linhas de transporte de madeira e algoritmos de inteligência artificial capazes de identificar, em tempo real, a presença de cascas misturadas ao material encaminhado ao processo produtivo.

 

O Bark Finder é um exemplo de como a combinação entre inteligência artificial, análise de dados e automação pode ser aplicada para aprimorar processos industriais. Iniciativas como essa fazem parte dos esforços da companhia para promover a melhoria contínua e aumentar a eficiência de suas operações.

 

Um ciclo que continua depois do consumo

 

Após o uso, o descarte correto, a coleta seletiva e a reciclagem do papel também permitem que as fibras sejam reaproveitadas e tenham sua vida útil prolongada. Assim, o ciclo que começa na floresta pode continuar por meio das escolhas de consumidores, empresas e cooperativas.

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