Santa Casa de Limeira registra média de oito captações de órgãos por ano
A Santa Casa de Limeira registra, em anos anteriores, uma média de
aproximadamente oito captações de órgãos por ano. Segundo
levantamento da Gazeta de Limeira, com base nos dados fornecidos pela
instituição, duas captações foram realizadas em 2026 até o momento.
Habilitada para realizar o procedimento, a Santa Casa mantém
protocolos rigorosos e conta com a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de
Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), coordenada pelo neurocirurgião
Dr. Marcelo Senna. O trabalho envolve diferentes setores do hospital.
Segundo Jaqueline Bento, enfermeira responsável pela comissão e
supervisora das UTIs Adulto e Unidade Coronariana (UCO), a conscientização da
população é fundamental para ampliar o conhecimento sobre a doação. Ela destaca
a importância de conversar previamente com familiares sobre o desejo de ser
doador.
No Brasil, a autorização da família é necessária para a doação,
mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida a intenção de doar. Por isso, a
conversa antecipada ajuda os familiares a conhecer e respeitar essa decisão.
A captação ocorre somente após a confirmação da morte encefálica,
seguindo protocolo rigoroso, com avaliações clínicas e exames realizados por
equipes médicas distintas. Com a autorização da família, a Santa Casa aciona a
Organização de Procura de Órgãos (OPO) de referência, localizada no Hospital
das Clínicas da Unicamp. As equipes especializadas conduzem os procedimentos de
captação e transporte.
Entre os órgãos e tecidos que podem ser destinados a transplantes
estão coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas, pele, ossos e córneas, conforme
as condições clínicas do doador e os critérios médicos e legais.
A Santa Casa realiza ações permanentes de conscientização sobre a
doação de órgãos no ambiente hospitalar, nas redes sociais e por meio da
imprensa. Externamente, as iniciativas ganham destaque especialmente em 27 de setembro, Dia Nacional de Doação de Órgãos.
Neste Setembro Verde, a instituição reforça a importância de
conversar com familiares e amigos sobre a intenção de ser doador. Segundo a
Santa Casa, deixar clara essa decisão previamente pode fazer a diferença em um
momento de perda e representar uma oportunidade de vida para outras pessoas.
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