Cada morador da região consome em média 200 litros de água por dia
Um levantamento da Gazeta de Limeira junto a autarquias, concessionárias e departamentos municipais revela diferenças importantes no consumo per capita de água entre cidades da região. Os dados mostram realidades distintas no uso do recurso e reforçam um desafio comum aos municípios: equilibrar consumo, crescimento urbano e disponibilidade hídrica diante das mudanças climáticas e da pressão sobre os sistemas de abastecimento.
Cordeirópolis apresenta atualmente o maior consumo entre as cidades analisadas, com média de 215 litros por dia no sistema de abastecimento. Segundo a prefeitura, o município reduziu significativamente o total consumido ao longo de um ano, de cerca de 1 bilhão de litros mensais para os atuais 570 milhões. A queda ocorreu após ações de combate às perdas na rede de distribuição. Hoje, o índice de perdas é de 28%, próximo da meta prevista pela legislação nacional de saneamento.
Na outra ponta, Iracemápolis registra o menor índice de consumo entre os municípios analisados, com média de 177 litros por habitante ao dia. O volume mensal gira em torno de 142.888 metros cúbicos, o equivalente a aproximadamente 142 milhões de litros. Segundo dados enviados ao Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SINISA), o município mantém estabilidade no consumo nos últimos três anos.
Em Americana, o consumo médio é de aproximadamente 179 litros por pessoa ao dia. Já em Campinas, o índice chega a 189,3 litros por habitante/dia. Piracicaba aparece entre os maiores consumos da região, atrás apenas de Cordeirópolis, com média de 199,60 litros por pessoa diariamente.
Nesse cenário, Limeira mantém estabilidade no abastecimento e no consumo. Dados da concessionária BRK Ambiental, em entrevista recente à Gazeta de Limeira, mostram que o município registra média de 198 litros por habitante ao dia, mesmo índice do ano anterior. A produção mensal de água ultrapassa 2,2 bilhões de litros, com média de 2.294.434 metros cúbicos em 2025, o que demonstra a capacidade do sistema de atender a demanda de forma contínua.
Os números regionais superam a média considerada ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o organismo internacional, 110 litros de água por habitante ao dia seriam suficientes para atender às necessidades básicas de consumo, higiene e alimentação. No Brasil, a média nacional de consumo direto é de aproximadamente 154 litros por pessoa diariamente.
Outro desafio enfrentado pelos municípios está nas perdas durante a distribuição. Dados nacionais apontam que entre 37% e 40% da água tratada injetada na rede não chega às residências, principalmente por causa de vazamentos e falhas no sistema. O cenário reforça a necessidade de investimentos constantes em infraestrutura, modernização das redes e ações de conscientização para o uso racional da água.
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