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Funcionários da Incefra voltam a protestar por salários atrasados em Cordeirópolis

Funcionários da Cerâmica Incefra, do Grupo Fragnani, em Cordeirópolis, voltaram a cobrar o pagamento de salários e rescisões. Os trabalhadores se reuniram novamente na porta da empresa no início desta semana e afirmam que os pagamentos, previstos para o dia 10, não ocorreram. Uma nova previsão teria sido apresentada para hoje.

Segundo os trabalhadores, relataram à Gazeta de Limeira, há salários em atraso desde o mês de maio, além de parcelas de rescisões que ainda não foram pagas após dezenas de demissões. Alguns empregados aguardam a rescisão e permanecem com salários pendentes. A produção da empresa também está parada há meses, devido à falta de gás e insumos, conforme os relatos.

Funcionários também apontam problemas com benefícios. Uma trabalhadora afirma que teve o plano de saúde da Unimed bloqueado, apesar do desconto constar no holerite. Segundo ela, o filho precisa de terapias e está sem atendimento.

Outro funcionário relata que parcelas de um empréstimo consignado foram descontadas do salário, mas não chegaram ao banco. Ele afirma que a situação resultou na inclusão de seu nome no Serasa.

No início de julho, trabalhadores fizeram uma manifestação em frente à empresa para cobrar salários e vale-alimentação. Na época, eles relataram à Gazeta que a produção estava parada havia cerca de 15 dias por falta de gás e insumos. Também citaram 77 demissões recentes. Após o protesto, representantes dos funcionários se reuniram com a gerência. Segundo os trabalhadores, a empresa informou que buscava alternativas financeiras e previa regularizar os pagamentos até 13 de julho, com possibilidade de antecipação. O caso é acompanhado pelo Siticecom. Na ocasião, o sindicato avaliou os encaminhamentos junto aos empregados.

A Gazeta de Limeira procurou novamente o Grupo Fragnani para esclarecer os atrasos salariais, as rescisões, os problemas com o plano de saúde e os empréstimos consignados. A reportagem também questionou a paralisação da produção e a nova previsão de pagamento apresentada aos funcionários. Até o fechamento desta reportagem, a empresa não havia se manifestado. Segundo os trabalhadores, a situação permanece sem solução definitiva após mais de 40 dias de espera.


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