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Greve dos Correios pode afetar entregas na região

 

Trabalhadores dos Correios ocuparam, na madrugada desta quarta-feira (16), o Centro de Tratamento de Carga de Indaiatuba, como parte da greve iniciada no último dia 10. O bloqueio impede a entrada e a saída de encomendas e pode afetar também as entregas destinadas a Limeira e outras cidades da região.

 

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de Campinas e região (Sintect-Cas), a paralisação ocorre para pressionar a direção dos Correios a retomar as negociações com os funcionários. A categoria reivindica reajuste salarial e contesta mudanças propostas para o plano de saúde. A entidade afirma que a proposta apresentada pela empresa prevê repasse de apenas 0,20% do INPC, considerado insuficiente para recompor as perdas inflacionárias.

 

O centro de Indaiatuba recebe e distribui cargas para diferentes municípios do entorno. Com a ocupação, as entregas programadas podem sofrer atrasos, inclusive aquelas destinadas a Limeira.  

Os Correios informaram que adotaram medidas judiciais para garantir o acesso ao centro e que estão remanejando cargas para outras unidades. A empresa também disse que mobilizou funcionários administrativos, veículos e mutirões de entrega para reduzir os impactos da paralisação. As agências permanecem abertas e funcionando normalmente.

 

A estatal ajuizou, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve.

 

No sábado (12), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade, em cada unidade ou estabelecimento da empresa, abrangendo as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal, durante a paralisação.

 

O julgamento do dissídio coletivo está marcado para a próxima segunda-feira, dia 21 de setembro, às 13h30. Ainda é possível haver acordo entre as partes no curso do processo, antes do julgamento.

 

A categoria também reclama dos custos do plano de saúde. De acordo com o sindicato, mais de 30 mil funcionários teriam deixado o benefício devido às mensalidades e às condições de pagamento.

 

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