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Internações por álcool caem 64% em SP em 10 anos

O estado de São Paulo registrou uma queda expressiva nas internações por transtornos relacionados ao álcool, passando de 406 para 145 casos a cada 100 mil habitantes entre 2015 e 2025. Os dados, apurados pela Gazeta de Limeira a partir do DATASUS (Departamento de Informática do SUS) e do SIH/SUS (Sistema de Informações Hospitalares), indicam avanços significativos no enfrentamento da dependência química a nível estadual.

No entanto, a realidade das cidades do interior paulista, como Limeira, Campinas e Piracicaba revela que o álcool permanece um risco silencioso, impactando famílias, hospitais e a segurança pública. Segundo o SIH/SUS, entre adultos de 35 a 54 anos, que concentram a maioria das internações e jovens com menos de 35 anos, mais suscetíveis a acidentes e violência, o consumo excessivo continua a gerar consequências graves.

Em grandes centros de referência, como o Hospital das Clínicas de São Paulo (HCFMUSP), cerca de 31,4% dos pacientes com lesões graves ou traumas apresentavam consumo de álcool ou drogas antes da internação. Paralelamente, a alta disponibilidade de substâncias químicas no estado, evidenciada pelo recorde de 206 toneladas de drogas apreendidas em 2025, reforça o desafio da prevenção e do tratamento.

Em 2024, quase 39 mil pessoas estavam em tratamento para dependência de álcool e drogas em São Paulo, apontando para a necessidade de políticas públicas mais estruturadas e abrangentes. Para cidades como Limeira, a mensagem é clara: a redução das internações é um avanço, mas não resolve o problema de forma definitiva.

Especialistas alertam que é fundamental investir em programas de conscientização, ampliação de serviços de saúde mental e estratégias de prevenção que reduzam acidentes, hospitalizações e mortes relacionadas ao álcool. O combate à dependência química demanda ação contínua, integrando saúde, educação e segurança pública, para que os números em queda se traduzam em vidas salvas e comunidades mais seguras.


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