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Anvisa investiga 13 casos de doença ocular associados a canetas emagrecedoras

A Anvisa investiga 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (Noia), doença rara que pode provocar perda permanente da visão, em pacientes que utilizavam medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1. Os registros envolvem Ozempic, Wegovy, Rybelsus e Mounjaro.

A Noia ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para o nervo óptico. Segundo a Anvisa, os casos ainda são considerados suspeitos e a presença do medicamento e da doença na mesma notificação não comprova que um tenha causado o outro.

Um estudo publicado na revista JAMA Ophthalmology, com mais de 1,6 mil prontuários, identificou risco de Noia quatro a sete vezes maior entre pacientes que receberam semaglutida. Os próprios pesquisadores, porém, apontaram limitações para estabelecer uma relação de causa e efeito, já que muitos pacientes apresentavam condições como diabetes, que também aumentam o risco da doença.

Das 13 notificações brasileiras, cinco envolvem Ozempic, três Wegovy, duas Wegovy FlexTouch, duas Rybelsus e uma Mounjaro. Desde junho de 2025, a Noia consta como reação adversa muito rara nas bulas dos medicamentos com semaglutida, por determinação da Anvisa.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que os dados disponíveis não justificam a suspensão do tratamento para pacientes com indicação médica, mas reforçam a necessidade de acompanhamento profissional. Pessoas que já tiveram Noia ou apresentam perda súbita ou recente da visão devem seguir orientação médica específica.

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