Advogado de Araras é preso após investigação da DIG
A Polícia Civil apreendeu mais de
R$ 235,8 mil em dinheiro e cinco armas de fogo durante o cumprimento de
mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira, em endereços ligados a um
advogado de Araras. Ele é investigado por suspeita de participação em uma
organização criminosa envolvida em tráfico de drogas, homicídios encomendados,
corrupção de agentes públicos e comércio ilegal de armas de fogo. A ação é um
desdobramento da Operação Hitman, deflagrada em maio de 2025.
Os mandados foram cumpridos por
equipes da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), da Delegacia
de Investigações Gerais (DIG) e do Grupo de Operações Especiais (GOE),sob o
comando do delegado Leonardo Burger. As buscas resultaram na localização de
cinco armas de fogo, além de munições de diferentes calibres e outros objetos.
Segundo a investigação, o
advogado teria atuado como colaborador e articulador do grupo criminoso, com
participação na intermediação, guarda e comercialização ilegal de armas. Ele
também é suspeito de auxiliar na corrupção de agentes públicos e contribuir
para atividades relacionadas ao tráfico de drogas.
O dinheiro foi encontrado na
residência da mãe do investigado, ocultado no interior de uma mala junto com
três das armas apreendidas. De acordo com a Polícia Civil, as notas estavam
fracionadas em diferentes valores. Segundo a Polícia Civil, a forma de
armazenamento do dinheiro, associada aos demais elementos reunidos durante a
investigação, reforça a suspeita de que os valores tenham origem em atividades
ilícitas da organização.
Entre as armas apreendidas estão
um minirrevolver calibre .22, uma garrucha calibre .32, uma pistola Taurus e
dois revólveres Taurus calibre .38. Os policiais também recolheram munições dos
calibres 22, 32, 38 e 380, além de dois discos rígidos externos, e onjetos
pessoais do advogado.
A investigação é decorrente da
Operação Hitman, realizada em maio de 2025, que levou à prisão de integrantes
de uma associação criminosa, entre eles policiais militares e guardas civis
municipais de Araras. As apurações apontaram uma estrutura hierarquizada, com
atuação no tráfico de drogas, homicídios de rivais, corrupção de agentes
públicos e comércio clandestino de armas. O caso também envolve suspeitas de
associação criminosa, posse irregular de arma de fogo de uso permitido ou
restrito, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. Todo o material
apreendido foi encaminhado à Polícia Civil para o prosseguimento das
investigações.
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