Mês de fevereiro testa resiliência do varejo em cenário de consumo instável
Tradicionalmente um dos meses mais desafiadores do primeiro trimestre, fevereiro voltou a colocar à prova a resiliência do varejo brasileiro. Em um ambiente marcado por consumo instável, juros altos e inflação ainda presente, o setor apresentou sinais mistos, com desempenho moderado, mas sustentado por empresas com operações mais robustas e planejamento de longo prazo.
Dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que as vendas do varejo cresceram 0,5% em fevereiro de 2025 na comparação com janeiro, atingindo o maior nível da série histórica iniciada em 2000 e interrompendo um período de estabilidade prolongada nas vendas mensais. Em relação a fevereiro do ano anterior, o volume total avançou 1,5%.
Para o setor, os números refletem um cenário de consumo cauteloso e fragmentado, em que alguns segmentos apresentam sinais de recuperação, enquanto outros ainda enfrentam dificuldades. O contexto econômico, marcado por juros elevados e queda na confiança dos empresários, segue influenciando diretamente as decisões de compra. “Fevereiro é um verdadeiro teste de fogo para o varejo. É quando os impactos econômicos ainda pesam sobre o poder de compra das famílias. Empresas que investem em planejamento de demanda, controle de custos e flexibilidade operacional conseguem transformar esse período desafiador em oportunidade, mesmo com fluxos irregulares de consumo”, avalia Leonardo Arruda, fundador da Decor Colors.
Nesse contexto, a Decor Colors, que atua com soluções de cores e revestimentos para o varejo, destaca como estratégia a manutenção de estoques inteligentes, o fortalecimento de parcerias e o uso de tecnologia para antecipar tendências de compra. “Ter uma operação estruturada e resiliente faz toda a diferença em meses como fevereiro, quando o varejo precisa ser ágil sem perder eficiência”, completa Arruda.
O desempenho moderado do setor também ocorre em meio à desaceleração de alguns segmentos de consumo e a um cenário econômico que exige maior cautela dos consumidores. “Para muitas empresas, a mensagem é que sustentabilidade financeira, gestão eficiente e visão de longo prazo são fundamentais para atravessar períodos de instabilidade com solidez e crescimento consistente”, finaliza Leonardo.
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