Especialista avalia impactos da nova licença-paternidade
A licença-paternidade será ampliada gradualmente nos próximos anos e chegará a 20 dias em 2029. A mudança, que começa a valer em 2027, também prevê o salário-paternidade, garantindo renda ao trabalhador durante o período de afastamento após o nascimento do filho. Para especialistas, a medida representa um avanço na proteção social e reconhece a importância da presença do pai nos primeiros dias de vida da criança.
A legislação também cria o
salário-paternidade, benefício que garante renda durante o afastamento e amplia
a proteção social aos trabalhadores no período de nascimento do filho. Em
entrevista à Gazeta de Limeira, o advogado especialista em Direito do Trabalho
Ruslan Stuchi avaliou que a medida representa um avanço ao reconhecer a importância
da presença do pai nos primeiros momentos da vida da criança. “Essa nova lei
concede mais direitos ao pai que teve a paternidade reconhecida e passou pelo
nascimento do filho. A progressão será gradual, com início em 2027, avanço em
2028 e alcance dos 20 dias em 2029. A partir dessa data, todos os trabalhadores
que tiverem a paternidade terão direito à licença ampliada”, explica.
Segundo Stuchi, as empresas
deverão se adaptar à nova legislação e organizar suas equipes para garantir o
cumprimento da norma. “A lei precisa ser cumprida. As empresas terão que
analisar cada situação e criar uma logística para cobrir o período de
afastamento do trabalhador”, afirma.
Para o advogado, a ampliação da
licença-paternidade fortalece a participação dos pais na criação dos filhos e
contribui para uma divisão mais equilibrada das responsabilidades familiares.
“Os primeiros dias de contato com a criança são importantes não apenas para a
mãe, mas também para o pai. É um período que exige mais dedicação e fortalece o
vínculo familiar”, destaca.
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