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Luto por pets também merece respeito e acolhimento

Quem já perdeu um cachorro, gato ou qualquer outro animal de estimação conhece a saudade que fica nos pequenos detalhes: no barulho das patinhas pela casa, na espera perto da porta ou no cantinho onde ele costumava dormir. Para muitas pessoas, a morte de um animal de estimação provoca uma dor tão profunda quanto a perda de alguém da família. Mas nem sempre esse sentimento recebe compreensão. No Dia de Finados, enquanto milhares de pessoas visitam cemitérios para homenagear seus entes queridos, muitos tutores também sentem a falta de seus companheiros de quatro patas. A psicóloga Juliana Sato, especialista em vínculo humano-animal e luto pet, explica que esse sofrimento é conhecido como luto não reconhecido, quando a sociedade não valida a dor da perda.

Um estudo publicado em janeiro de 2026 na revista científica PLOS One, com 975 adultos, revelou que 21% dos entrevistados que perderam tanto um animal quanto uma pessoa próxima consideraram a morte do pet a experiência mais dolorosa de suas vidas.

Após a despedida, uma pergunta permanece para muitos tutores: para onde vão os animais quando morrem? A resposta depende da fé e das crenças de cada pessoa, mas pesquisas indicam que essa visão pode influenciar a forma de enfrentar a perda. Para Juliana, não existe uma resposta certa, mas é fundamental respeitar os sentimentos de quem sofre. Afinal, frases como “era só um animal” podem aumentar a dor de quem perdeu um companheiro que fez parte da rotina e ofereceu carinho por anos.

Acender uma vela, olhar fotografias, escrever uma carta ou visitar o local onde estão seus restos mortais são algumas formas de homenagear o animal. Esses gestos ajudam a preservar as lembranças e a encontrar conforto diante da ausência. Quando a tristeza, porém, compromete o sono, o trabalho ou a rotina por meses, é importante procurar ajuda profissional. Neste Finados, vale lembrar que os animais também ocupam um lugar especial na vida de muitas famílias. Eles podem partir, mas deixam histórias, afeto e uma saudade que também merece respeito e acolhimento.

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