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EUA afirmam ter capturado Nicolás Maduro em operação na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem que forças norte-americanas realizaram uma operação na Venezuela que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A declaração foi feita em publicação do presidente na rede social Truth Social. Segundo Trump, a ação incluiu um ataque à capital, Caracas, e foi conduzida por forças especiais dos Estados Unidos, em cooperação com órgãos de segurança americanos. Até o momento, não há informações oficiais sobre mortos ou feridos.

De acordo com o presidente norte-americano, a operação ocorreu após meses de agravamento das tensões entre os dois países e de acusações de narcoterrorismo contra Maduro, que é alvo de uma recompensa de US$ 50 milhões oferecida pelo governo dos EUA. Trump afirmou que mais detalhes seriam divulgados posteriormente e anunciou uma coletiva de imprensa às 13h (horário de Brasília), no resort de Mar-a-Lago, na Flórida.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, rejeitou a presença de tropas estrangeiras no país e classificou o ataque de "vil e covarde". Padrino pediu ajuda internacional. Em uma curta entrevista ao jornal The New York Times, Trump afirmou que a operação foi “brilhante”: “Planejamento bem-feito e tropas e pessoas excelentes, excelentes”, disse Trump. “Foi uma operação brilhante, na verdade”.

A ação anunciada provocou reações internacionais. Países europeus e a União Europeia pediram moderação e respeito ao direito internacional. Embora o bloco questione a legitimidade do governo venezuelano, líderes europeus defenderam uma solução pacífica para a crise. A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, informou ter conversado com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre os desdobramentos em Caracas. Segundo ela, a prioridade imediata do bloco é garantir a segurança de cidadãos europeus na Venezuela. Kallas reiterou ainda a defesa de uma transição política pacífica, em conformidade com a Carta das Nações Unidas.

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