Eduardo diz que 'não haverá eleição em 2030' se Flávio Bolsonaro perder
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que, caso o irmão e pré-candidato à Presidência da República, Flávio (PL-RJ), seja derrotado no pleito de outubro, “não haverá eleição em 2030”. A afirmação foi feita nesta terça-feira (14) por meio do X (antigo Twitter), em comentário a uma notícia sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir visitas do presidenciável ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a cumprimento de 27 anos e três meses de prisão, em regime domiciliar, por tentativa de golpe de estado.
Na publicação, Eduardo insinuou que um quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria de "controle total" do governo federal sobre o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "É impensável haver um país com Lula consolidando o atual regime e ainda botando mais quatro juízes no STF. Se já estão confortáveis hoje para fazer isso, imagina daqui a quatro anos, com controle total do STF e do TSE?", escreveu.
A determinação do ministro do STF se estende por 90 dias e foi tomada após Flávio fazer a leitura de uma carta em que o pai pedia união da direita em torno da candidatura do filho ao Palácio do Planalto, por meio de uma live no YouTube. No entendimento do ministro, houve desrespeito de medida cautelar imposta nas condições da domiciliar que proibia a "utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiro".
Como reação, Flávio acusou Moraes de tentar "interferir nas eleições", uma vez que ele só poderia retomar contato com o ex-presidente após o primeiro turno das eleições presidenciais. "Mais uma vez, Alexandre de Moraes quer só uma desculpinha para tirar meu pai da domiciliar. Não vamos ser ingênuos", disse.
Flávio Bolsonaro é o principal nome da direita na corrida presidencial de 2026. Uma pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nessa segunda-feira (13/7) mostra um empate técnico entre o senador e o atual presidente da República, Lula. Conforme o levantamento, enquanto Lula tem 47% das intenções de voto, Flávio registra 44%.
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