61 anos no ar: a história de José Aparecido Maezi no rádio de Limeira
Conhecido em
Limeira como Aparecido Maezi, José Aparecido Maezi é um dos nomes históricos do
rádio da cidade. Com uma trajetória construída nos bastidores e nos estúdios,
ele soma 61 anos de atuação no setor e segue ativo até hoje, trabalhando com
programação em casa. Em entrevista especial para o Dia do Trabalhador, Maezi
relembrou o início da carreira, os desafios da profissão e o orgulho de uma
vida dedicada ao rádio.
O começo de tudo
Antes de entrar
no rádio, Maezi trabalhava como mecânico na antiga indústria D’Andréa, onde
também atuava seu pai. Foi dentro de casa, ouvindo rádio nas manhãs de domingo,
que nasceu a paixão pela comunicação.
Segundo ele, o
programa “Eu, Você e a Música”, comandado por Geraldo Cabrini, despertou seu
interesse. “Eu ficava deitado na cama escutando e comecei a gostar. Todo
domingo eu ouvia”, contou.
A oportunidade
surgiu por acaso. Um amigo chamado Chagas foi fazer teste para locutor na
emissora, e Maezi o acompanhou. Enquanto esperava, conheceu a área técnica e
decidiu que queria aprender aquela função.
O primeiro passo no rádio
No dia
seguinte, voltou sozinho à rádio e pediu uma chance. A resposta veio de
imediato. “Falaram: pode começar agora. Me colocaram uma cadeira atrás do
técnico e comecei a aprender”, recorda.
A emoção
daquele momento permanece viva na memória. Mesmo ainda trabalhando na fábrica,
ele passou a frequentar a rádio aos domingos para aprender o ofício. Pouco
tempo depois, deixou a indústria e foi contratado como técnico de som.
Seu primeiro
trabalho oficial foi justamente no programa que o inspirou a entrar no rádio: o
de Geraldo Cabrini.
Uma carreira construída entre duas
emissoras
Ao longo dos
anos, Maezi atuou em diversos programas e ao lado de nomes marcantes da
comunicação local. Trabalhou como técnico de som, operador, discotecário e
programador musical.
Em determinada
fase da carreira, dividia a rotina entre duas emissoras: saía da Rádio
Educadora às 18h e entrava às 19h na Rádio Jornal, onde seguia até 2h da
madrugada.
“Foram três
anos trabalhando nas duas rádios”, relembra.
Na Rádio
Jornal, permaneceu por cerca de 30 anos. Em 2022, com a venda da emissora,
seguiu para a atual Melhor FM, onde continua colaborando.
As mudanças no rádio
Para Maezi, o
rádio de antigamente tinha um encanto especial. Sem internet e sem imagem, tudo
era movido pela imaginação do ouvinte.
“Naquele tempo
era só fantasia. O locutor falava e o povo queria saber como ele era, imaginava
a aparência, a voz, tudo”, explicou.
Ele reconhece
que a tecnologia transformou a comunicação, modernizou processos e aproximou
ainda mais o público, mas acredita que a magia daquele período permanece
inesquecível.
Histórias e amizades
Ao falar das
lembranças curiosas, Maezi prefere guardar algumas histórias no coração. Diz
que viveu momentos marcantes, festas, churrascos e grandes amizades construídas
dentro do rádio.
Também destaca
o privilégio de ter trabalhado com praticamente todos os grandes locutores de
Limeira. “Fui técnico de som deles, trabalhei na programação, convivi com
todos”, resume.
O significado do trabalho
Depois de
tantas décadas, José Aparecido Maezi define sua trajetória com uma palavra:
orgulho.
Ele agradece às
famílias Bortolan, Zovico e Quintal pelas oportunidades recebidas ao longo da
vida e afirma que o rádio foi essencial para sua história pessoal e
profissional. “O rádio foi muito lindo”, conclui.
No 1º de Maio,
a trajetória de Seu Maezi representa milhares de trabalhadores brasileiros:
pessoas que construíram carreiras com dedicação, aprenderam no dia a dia e
transformaram o trabalho em legado.
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