Foto de capa da notícia

Artista mineira eterniza casamento em pintura ao vivo na Igreja da Boa Morte

Um casamento realizado no último fim de semana na Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte e Assunção, em Limeira, ganhou um registro diferente do tradicional álbum de fotografias. Durante a cerimônia, a artista plástica Jahel Simões Evanger de Oliveira Rodrigues, natural de Ipuiúna (MG), produziu ao vivo uma pintura realista que eternizou um dos momentos mais marcantes da celebração. Com 25 anos de carreira, a artista já retratou mais de 100 casamentos em diferentes regiões do país por meio da pintura ao vivo, técnica à qual se dedica há cinco anos.

Autodidata e integrante do Anuário Brasileiro de Arte da Luxa Magazine, Jahel concedeu entrevista à Gazeta de Limeira e contou que esta foi a segunda visita ao município e a primeira experiência na Igreja da Boa Morte. “A igreja reúne detalhes do barroco e cores vibrantes que se harmonizam entre si. Retratar um espaço cuidadosamente decorado por outros artistas é um privilégio. São detalhes riquíssimos. Se fosse para pintar todos, acredito que levaria uma semana, mas procurei retratar o melhor que meus olhos conseguiram captar”, afirmou.

Segundo a artista, o trabalho começa antes da cerimônia, com estudos de ângulos e proporções realizados no ateliê para garantir fidelidade à composição. No dia do casamento, ela chega ao local com apenas essa estrutura definida e desenvolve a pintura ao longo do evento.

Após acompanhar os momentos mais importantes da cerimônia, Jahel escolhe a cena que será retratada. Na Igreja da Boa Morte, a obra registrou o beijo dos noivos ao final da celebração. Os primeiros traços surgiram ainda no templo e a pintura foi concluída durante a festa, cerca de três horas depois, quando a tela foi entregue ao casal. “Foram 16 horas de dedicação. A obra carrega não apenas as cores daquele dia, mas também a emoção e os sentimentos vividos pelos noivos. A pintura atravessa gerações. Assim como admiramos hoje obras preservadas nas igrejas há mais de um século, espero que essa tela também permita que as futuras gerações revivam esse momento”, destacou.

Jahel construiu a carreira na pintura clássica realista e, há cinco anos, ingressou no segmento da pintura ao vivo em casamentos, tendência que ganhou espaço no Brasil. Desde então, participou de cerimônias de diferentes tradições culturais, como casamentos coreanos, judaicos e islâmicos, além de uniões entre brasileiros e estrangeiros.

Além da Igreja da Boa Morte, a artista cita entre os locais que mais a marcaram a Capela Monte Alegre, em Piracicaba, e templos históricos da região de Minas Gerais. Ao recordar a passagem por Limeira, ela destacou a receptividade encontrada na cidade. “Pintar na igreja foi uma experiência enriquecedora pela história e pela arte presentes no local. Agradeço aos limeirenses pelo carinho e à equipe da igreja pela acolhida. Cada história que transformo em pintura também fica guardada na minha memória e no meu coração. ”

A passagem por Limeira reforça a proposta da artista de transformar momentos únicos em obras permanentes. Mais do que registrar uma cerimônia, Jahel busca preservar, por meio da pintura, um patrimônio afetivo que poderá atravessar gerações e manter viva a memória de um dos dias mais importantes na vida dos noivos.

 


Comentários

Compartilhe esta notícia

Faça login para participar dos comentários

Fazer Login