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Região de Limeira registrou 117 notificações de febre maculosa em 2025

As prefeituras da região reforçaram o alerta à população sobre os riscos da febre maculosa, doença grave transmitida pelo carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii, que pode levar à morte. O período de maior incidência ocorre entre junho e novembro. Dados apurados pela Gazeta junto às prefeituras e Vigilâncias Epidemiológicas indicam registros de casos e óbitos em municípios da região nos últimos anos.

Em Limeira, segundo a Prefeitura, em 2024 foram 69 casos notificados, com 1 confirmação e 1 óbito. Em 2025, houve 75 notificações, com 2 casos confirmados e 2 óbitos. Em 2026, até o momento, ocorreram 2 notificações, ainda sem confirmação. A administração municipal informou que áreas próximas a córregos e ribeirões, especialmente com presença de capivaras, são consideradas de risco, assim como locais com permanência irregular de equinos.

Em Artur Nogueira, de acordo com a Prefeitura, não houve casos confirmados nem óbitos em 2024 e 2025. Nos dois anos, foram 15 notificações anuais, com resultados negativos ou investigações inconclusivas. Em 2026, não há registros. Já em Iracemápolis, conforme dados municipais, houve 2 suspeitas em 2024 e 12 em 2025, todas descartadas. Em 2026, não há notificações.

Em Cordeirópolis, segundo a administração, 2024 registrou 16 notificações, com 2 confirmações e 1 óbito. Em 2025, foram 15 notificações, todas descartadas, e em 2026 até o momento não há registros. O município mantém seis áreas sinalizadas como pontos de risco. Dados de Engenheiro Coelho, a Prefeitura informou à Gazeta que não houve casos positivos nem óbitos nos últimos dois anos, apesar da existência de áreas com possível presença de hospedeiros do carrapato-estrela próximas as Fazendas Pinhalzinho e Lagoa bonita.

Em Piracicaba, a Prefeitura confirmou nesta semana a terceira morte por febre maculosa, registrada em 2025. A vítima era um homem entre 70 e 79 anos, que faleceu em novembro do ano passado. A confirmação da causa ocorreu após a conclusão dos exames laboratoriais.

As Vigilâncias Epidemiológicas orientam a população a buscar atendimento médico diante de febre, dor no corpo e manchas na pele, sobretudo após contato com carrapatos ou áreas consideradas de risco. A identificação precoce da doença é considerada essencial para reduzir complicações e evitar novos óbitos.


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