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Após 18 mortes em 2025, região passa mais de um ano sem óbitos por dengue

A região de Limeira completa mais de um ano sem registrar mortes por dengue. O dado foi apurado pela Gazeta junto às secretarias municipais de Saúde e setores de Vigilância Epidemiológica de Limeira, Iracemápolis, Cordeirópolis, Artur Nogueira e Engenheiro Coelho e revela uma mudança significativa após a grave epidemia enfrentada pelos municípios em 2025.

Levantamento da Gazeta mostra que o último óbito por dengue em Limeira ocorreu em 16 de maio de 2025. Em Cordeirópolis, a última morte foi registrada em 15 de abril, em Iracemápolis, em 19 de março, em Artur Nogueira, em 14 de março e, em Engenheiro Coelho, em junho daquele ano. Desde então, nenhuma das cinco cidades voltou a confirmar mortes pela doença, segundo informações dos boletins da Vigilância Epidemiológica dos municípios observados até 10 de junho de 2026.

O cenário atual contrasta com o observado durante a epidemia de 2025. Em Limeira, por exemplo, a Vigilância Epidemiológica contabiliza 137 casos confirmados em 2026, contra 2.940 registros e seis mortes no mesmo período do ano passado. Ao longo de 2025, Limeira somou 11 óbitos por dengue, enquanto Cordeirópolis registrou três, Iracemápolis um, Artur Nogueira duas e Engenheiro um óbito, totalizando ao menos 18 mortes nas cinco cidades.

Apesar da queda dos casos e da ausência de novos óbitos, as autoridades mantêm o alerta para o combate permanente ao mosquito Aedes aegypti. Em Limeira, bairros como Jardim Santa Eulália, Centro, Parque Hipólito, Jardim Olga Veroni e Parque Residencial Abílio Pedro possuem o maior número de foco do mosquito. Em Iracemápolis, embora apenas quatro casos tenham sido confirmados neste ano, o Centro e o Jardim Iracema concentram a maior quantidade de criadouros identificados. Já em Cordeirópolis, que soma 10 casos em 2026, os bairros do Centro e Jardim Progresso apresentam os maiores índices de infestação, segundo a última Avaliação de Densidade Larvária.

Em março, a Prefeitura de Limeira anunciou redução de 98% nos casos confirmados no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado é atribuído ao reforço das campanhas educativas, mutirões de limpeza, eliminação de criadouros e ações de vigilância epidemiológica. Medidas semelhantes também foram adotadas por municípios da região, contribuindo para a redução dos indicadores.

Embora os números atuais indiquem um dos períodos mais controlados dos últimos anos, especialistas alertam que o risco de novos surtos permanece. O poder público tem intensificado ações de prevenção, fiscalização e conscientização, mas a manutenção desse cenário depende também da participação da população. A eliminação de recipientes que acumulam água e os cuidados dentro das residências continuam sendo fundamentais para impedir a proliferação do mosquito e evitar o retorno da doença em larga escala.


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