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Limeira registra 11 mortes violentas em 2025

Levantamento da reportagem da Gazeta de Limeira, com base no acompanhamento diário de ocorrências policiais, mostra que o município voltou a registrar queda no número de mortes violentas em 2025, na comparação com 2024. Em relação a 2023, o ano retrasado já havia apresentado um decréscimo de 26%. Segundo os dados, em 2025, a cidade registrou 11 casos de homicídios, sendo três deles feminicídios — crimes motivados pela condição de gênero da vítima. Nesse tipo de crime, houve a redução de uma ocorrência: de quatro, em 2024, para três, em 2025.

As vítimas de feminicídio foram: Fábia Andréa Alves da Costa, de 38 anos, morta a facadas pelo marido, um eletricista de 47 anos, no dia 9 de fevereiro. O crime aconteceu na casa de uma amiga da vítima, onde Fábia havia se refugiado após decidir interromper o convívio com o companheiro. Na fuga, o homem se envolveu em um acidente de carro na Rodovia Dr. Cássio de Freitas Levy (Limeira-Cordeirópolis), que teria sido causado de forma intencional. Ele foi preso em flagrante e denunciado, além do feminicídio, por quatro tentativas de homicídio contra os ocupantes do outro veículo. Contudo, o julgamento foi paralisado para que o acusado fosse submetido a exame de sanidade mental.

A segunda morte foi uma das mais impactantes do ano e vitimou a coordenadora financeira da Câmara Municipal de Campinas, Cristiane Laurito da Silva, de 37 anos. Ela e o filho de dois meses, Theo, foram mortos enquanto dormiam na casa da família, em um condomínio da cidade. O autor dos disparos foi o marido da servidora, Rafael Horta, de 40 anos, que, em seguida, atirou contra a própria cabeça. Horta era procurador jurídico da Prefeitura de Limeira e o caso foi arquivado.

O terceiro feminicídio ocorreu em 8 de dezembro. Andressa Fernanda Nepomuceno, de 39 anos, foi morta na porta da casa de uma amiga com, ao menos, 12 golpes de canivete desferidos pelo ex-companheiro, de 50 anos. A amiga da vítima, testemunha ocular do crime, relatou ter recebido uma ligação de Andressa pedindo socorro, pois o homem queria matá-la. Ao perceber que o carro do acusado parou na rua, a testemunha tentou, em vão, retirar a amiga do veículo. A Polícia Militar (PM) passava pelo local e prendeu o homem em flagrante. No ato da prisão, ele afirmou ter “perdido a cabeça”.

Outras duas mulheres também foram mortas, mas os crimes foram tipificados como homicídios. Vitória Ribeiro Garavello, de 20 anos, foi morta na Rua Anna Maiellaro Arroyello, no Jardim Graminha. A autora do crime, também de 20 anos, confessou e foi presa em flagrante. Ambas estavam em uma tapeçaria quando iniciaram uma briga; a acusada armou-se com uma faca do estabelecimento e atingiu a vítima, que morreu na Santa Casa. Durante a investigação, testemunhas relataram ter visto Vitória ser agredida anteriormente por um homem.

A outra vítima foi Jéssica Carolina da Silva, de 30 anos, encontrada morta com sinais de violência no Jardim Barão de Limeira. A Polícia Civil chegou a prender um homem de 25 anos, última pessoa vista com Jéssica. No entanto, novas imagens mostraram a vítima entrando sozinha em uma área verde na madrugada anterior. O homem foi colocado em liberdade após solicitação da Polícia Civil.

OUTROS CASOS
Em 5 de outubro, o gesseiro Igor Stravic Morais, de 46 anos, foi morto em um bar no Jardim Lagoa Nova. O autor, de 37 anos, é pai da criança para quem uma festa era realizada e teria sentido ciúmes de Morais. O acusado teria ido a uma romaria e, embriagado, voltou armado e aguardou a saída do desafeto. Igor foi morto em uma emboscada. Dois dias depois, o autor se apresentou à polícia, prestou depoimento e foi liberado.

Na terça-feira de Carnaval, Raphael Silva Pires, de 18 anos, foi morto no Residencial Ernesto Kuhl. A autora, mãe de um conhecido da vítima, confessou o crime, mas alegou legítima defesa. O Ministério Público apresentou denúncia e a Justiça determinou que ela seja submetida a júri popular.

Em fevereiro, David Henrique de Santana Pereira, de 36 anos, morreu após um mês de internação devido a um espancamento no Jardim Nova Suíça. Um homem de 22 anos foi preso em flagrante e, junto a outros dois identificados, foi denunciado pelo Ministério Público.

Outros três casos seguem em investigação. Em junho, um homem em situação de rua foi encontrado ferido na Rua Carlos Gomes e morreu na Santa Casa. Em janeiro, Napoleon Asth Proença, de 39 anos, foi achado morto com tiros na nuca no Residencial Recanto dos Pássaros. Em 7 de março, outro homem foi localizado em uma área verde do Jardim Novo México com disparos na cabeça.


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